Mesmo com menor fluxo de pessoas após as festas de fim de ano, comerciantes relatam que consumidores que vão às lojas chegam mais decididos a comprar
O comércio central de Campo Grande iniciou o ano com movimento mais tranquilo em comparação ao período do Natal. O cenário já era esperado pelos lojistas. Ainda assim, a avaliação é de que, apesar da redução no fluxo de pessoas, os consumidores que circulam pelo Centro neste começo de ano estão mais objetivos e efetivos nas compras. Atraídas pelas ofertas de liquidações, comerciantes adotam estratégias para manter bom desempenho nas vendas.
Gerente de uma loja da rede MM, localizada na esquina da Rua 14 de Julho com a Barão do Rio Branco, Elvis Duarte explica que a desaceleração faz parte do comportamento natural do mercado após as festas. “O final do ano é muito corrido, o pessoal consome bastante. Agora, no começo do ano, o movimento fica mais devagar porque surgem outras contas, como impostos e despesas fixas”, afirma.
Segundo ele, a diferença está no perfil do consumidor. “Antes tinha muito fluxo, mas muita gente só pesquisando. Agora tem menos pessoas passando, mas quem entra na loja já vem decidido, com pesquisa feita e intenção real de compra”, destaca. Apesar do cenário mais cauteloso, Elvis avalia que o início de 2026 tem sido positivo. “Começou de médio para bom, começou legal para nós. ”
Estratégia de venda: liquidação
Para atrair clientes e estimular as vendas, a loja apostou em promoções típicas do período. “Começamos com o feirão de início de ano, com muitas promoções em móveis, lavadoras e geladeiras. O comércio precisa se mexer, chamar atenção”, completa o gerente.
Do lado do consumidor, a tendência é de compras pontuais e menor volume. A avaliação é de que, após um dezembro marcado por maior consumo, janeiro se consolida como um mês de reorganização financeira, com foco no pagamento de contas e no controle do orçamento doméstico.
A dona de casa Adriana Aparecida esteve no Centro neste sábado (3) e relata que a ida às lojas não foi planejada exclusivamente para compras. “Eu tinha uma consulta médica e aproveitei para comprar algo que estava precisando para casa”, conta.
Ela afirma não ter percebido grandes diferenças nos preços em relação ao fim do ano. “Achei tudo mais ou menos a mesma coisa, não vi muita promoção”, diz. Adriana também confirma que o volume de compras agora é menor. “No final do ano comprei bem mais. Agora foi só o necessário mesmo. ”
A expectativa dos lojistas é de que o movimento volte a ganhar força ao longo dos próximos meses, à medida que as despesas típicas de início de ano sejam quitadas e o consumidor volte a ter mais fôlego para consumir. A próxima data festiva, o Carnaval deve fomentar novamente o comercio local.
Por Gustavo Nascimento
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