Alta demanda por frutas: Ceasa/MS projeta aumento de 25% nas vendas no fim do ano

Seja para compor a mesa ou uso nas sobremesa, a uva concentra alta demanda - Foto: Marcos Maluf
Seja para compor a mesa ou uso nas sobremesa, a uva concentra alta demanda - Foto: Marcos Maluf

Morango, uva e pêssego estão entres os mais procurados

 

A proximidade das festas de Natal e Ano-Novo aquece o comércio de alimentos em Mato Grosso do Sul, especialmente no setor de hortifrutigranjeiros. A Ceasa/MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) projeta um crescimento de até 25% nas vendas neste período, impulsionado pela maior procura por frutas típicas das ceias e confraternizações de fim de ano.

Segundo a Dimer (Divisão de Mercado e Abastecimento), a expectativa é repetir ou até superar o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando o entreposto estadual teve um aumento de 25% na comercialização geral. Frutas como morango, uva e pêssego estão entre as mais procuradas em dezembro, enquanto itens de consumo regular, como banana, melancia e laranja, também apresentam forte saída.

Segundo o diretor de Abastecimento e Mercado, Fernando Begena, o aumento da demanda costuma pressionar os preços, mas a tendência é de variação moderada. “Em condições normais de oferta, os preços podem registrar um acréscimo médio entre 10% e 25%. Essa oscilação depende de fatores como safra, logística, custos de transporte e volume de entrada do produto na central”, explica.

Entre novembro e dezembro do ano passado, por exemplo, a comercialização de uvas alcançou 771,3 toneladas no entreposto. Para este ano, a expectativa é de um crescimento entre 20% e 30% no volume vendido, a depender das condições climáticas e da oferta nas regiões produtoras. Em dezembro, o quilo do morango tem sido comercializado, em média, por R$ 25 (caixa de 1,5 kg), enquanto a uva Niágara (5 kg) custa cerca de R$ 70. Já o abacaxi sai, em média, por R$ 6,50 a unidade.

Oportunidade de economia

A diretora de Orçamento e Finanças da Ceasa/MS, Rizeli Breda, ressalta que o período de festas aumenta naturalmente o consumo de frutas e pode representar economia para famílias maiores.

“As festas de fim de ano são ocasiões em que as pessoas consomem mais frutas, por conta das ceias de Natal e Ano-Novo. Para quem tem família grande e quer economizar, uma boa opção é comprar no atacado na CEASA, pois, ao adquirir frutas em caixas fechadas, por exemplo, os preços geralmente ficam mais baixos do que quando compradas por quilo ou por unidade no supermercado”, afirma.

Segundo ela, é importante que o consumidor avalie a real necessidade antes da compra, já que a maioria das empresas da Ceasa trabalha com vendas no atacado. Por outro lado, Rizeli destaca que há flexibilidade na aquisição de hortaliças.

“Vale destacar também que, na Ceasa, o consumidor encontra uma grande variedade de hortaliças que, ao contrário das frutas, podem ser adquiridas, inclusive, em menor quantidade. Diariamente, os produtores levam à Ceasa toneladas de alface, cheiro-verde, chicória, salsinha, coentro, mandioca e muitos outros produtos vindos diretamente do campo”, completa.

O período também exige maior planejamento dos empresários que atuam na Ceasa/MS, com atenção à regularidade da oferta, conservação dos produtos, controle de preços e contratação de mão de obra temporária. “O fim do ano combina aumento no volume de vendas e diversificação do consumo, o que demanda reforço logístico para manter a qualidade e a estabilidade dos preços”, explica Begena.

Do lado do consumidor, a organização antecipada tem sido uma estratégia para equilibrar o orçamento da ceia. É o caso da empresária Nice Vieira, que está coordenando as compras de fim de ano da família, tradição mantida há anos. Neste ano, a ceia para 18 pessoas foi estimada em R$ 2.980, sendo cerca de R$ 503 destinados apenas ao hortifrúti, com destaque para frutas usadas tanto na alimentação quanto na decoração da mesa.

“Eu costumo fazer uma pesquisa de preços com antecedência, pois há pratos que já são tradição na família, então é preciso que haja um bom custo-benefício. Já as frutas são o nosso principal foco, porque, além de serem para consumo, também fazem parte da decoração, então é muito importante que não faltem”, relata.

 

Por Gustavo Nascimento

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