Primeira cirurgia com polilaminina no Estado é adiada

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cirurgia foi adiada por motivos jurídicos

 

Por questões jurídicas, a cirurgia com polilaminina, que será a primeira realizada em Mato Grosso do Sul, precisou ser adiada, já que precisa de autorização prévia da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), por se tratar de um tratamento experimental. De acordo com o advogado do paciente, Gabriel Traven Nascimento, a previsão é de que o procedimento seja realizado na semana que vem.

Ao O Estado, o advogado explicou que, embora a Justiça tenha decidido de forma favorável para o paciente, a Anvisa tem 72 horas para se manifestar a contar de terça-feira. Então, optou-se por aguardar essa decisão a fim de garantir a segurança jurídica de todos os envolvidos.

“A decisão judicial determinou que a ANVISA se manifeste no prazo de 72 horas, mas na ausência de resposta no prazo, o próprio juízo poderá analisar o pedido e autorizar diretamente a realização do procedimento, permitindo sua imediata execução”, explicou o advogado, que ainda adiantou que o caso está sendo tratado com prioridade e celeridade para não comprometer o direito do paciente.

Conforme já publicado por este jornal, o paciente entrou na justiça para ser operado com polilaminina após os estudos demonstrarem que a proteína é capaz de reverter lesões da medula que levam a paralisia.

Militar de 19 anos, o novo procedimento representa uma esperança de ter de volta os movimentos perdidos por lesão medular cervical grave após um disparo de arma de fogo que aconteceu de forma acidental.

“Tanto a equipe médica quanto o escritório permanecem em regime de prontidão justamente para que, encerrado esse prazo regulatório, o procedimento possa ser viabilizado sem novos atrasos, preservando a janela terapêutica identificada pelos médicos”, destacou o advogado.

 

Por Ana Clara Julião

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