Fátima do Sul lidera casos de chikungunya em MS, com taxa de 587 por 100 mil habitantes

Foto: Divulgação
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Cidade lidera ranking estadual nas primeiras semanas de 2026, enquanto incidência média se espalha por municípios da região sul do Estado

A chikungunya apresenta um padrão de avanço concentrado em Mato Grosso do Sul no início de 2026, com destaque para Fátima do Sul, que registra a maior incidência da doença no estado. O município soma 121 casos prováveis e taxa de 587,1 casos por 100 mil habitantes, classificação considerada alta, segundo o Boletim Epidemiológico da Chikungunya da Semana Epidemiológica 4, atualizado até 31 de janeiro.

No Estado, são 874 casos prováveis de chikungunya, com incidência geral de 31,7 casos por 100 mil habitantes. Até o momento, 20 casos foram confirmados e não há registro de óbitos. Apesar da taxa estadual permanecer em patamar baixo, os dados mostram que a transmissão está concentrada em poucos municípios, sobretudo no sul do estado.

Além de Fátima do Sul, Jardim aparece com 66 casos prováveis e incidência de 275,2 por 100 mil habitantes, seguido por Sete Quedas, com 25 casos e taxa de 227,4, e Antônio João, que soma 17 casos e incidência de 182,7. Esses municípios estão classificados com incidência média, mas apresentam índices significativamente superiores à média estadual.

Outras cidades com número expressivo de notificações são Sidrolândia, com 74 casos prováveis, Corumbá, com 110, e Costa Rica, que contabiliza 41 registros. Já Campo Grande registra apenas um caso provável, com incidência de 0,1 por 100 mil habitantes, permanecendo na faixa de baixa incidência.

A análise dos últimos 14 dias reforça o caráter localizado da transmissão. Sete Quedas lidera o período recente, com incidência de 163,7 casos por 100 mil habitantes, seguida por Jardim, Antônio João e Jateí, todas com taxas acima de 100 por 100 mil.

O boletim destaca que os casos prováveis incluem notificações em investigação, confirmadas e ignoradas, e que os números ainda são parciais, podendo sofrer alterações conforme a atualização das investigações epidemiológicas pelos municípios.

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