Carbono Neutro potencializa MS na pecuária sustentável

Corroborando o compromisso assumido pelo Governo de Mato Grosso do Sul em 2016 de se tornar um Estado Carbono Neutro, na quinta-feira (27) a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Marfrig lançaram a carne carbono neutro certificada, que leva a marca Viva.

O lançamento da marca-conceito de Carne Carbono Neutro e Carne Baixo Carbono, projeta o Brasil para o mundo em um novo patamar de sustentabilidade na carne. Oferecendo uma diretriz cientifica e inovadora de como produzir carne neutralizando a emissão de gases de efeito estufa.

A carne Viva é proveniente de gado criado em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) e será vendida inicialmente em apenas 10 lojas do grupo Pão de Açúcar, em São Paulo.

A carne utilizada para este projeto piloto é da Santa Vergínia Agro, primeira propriedade rural no Brasil certificada com o selo CCN e fornecedora de gado para a Marfrig, localizada no Mato Grosso do Sul. Gerente de Florestas da Fazenda, Wolney Felipe, destacou a atuação do Governo do Estado no incentivo à produção.

“Nós vemos que o Mato Grosso do Sul tem estimulado a produção de carne carbono neutro, e já tem uma estrutura formada para isso, com florestas e sistema de integração bem desenvolvidos”, afirma Wolney. Para o produtor, as vantagens da integração pecuária-floresta são evidentes não só em termos de ganho para o meio ambiente, mas também em conforto animal e produtividade.

Para a Embrapa, a produção de carne carbono neutro fortalece o mercado interno e, futuramente, a exportação de carnes para países exigentes, diferenciando o produto brasileiro em questões de sustentabilidade. “É um projeto que conta com a participação de 12 centros de pesquisa da Embrapa, envolvendo uma rede de mais de 150 pesquisadores e ainda diversas instituições. O agro será o motor da retomada brasileira e vai precisar de parcerias como essa, unindo esforços dos setores público e privado”, enfatizou Celso Moretti, presidente da Embrapa.

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