Acostumado a fazer compras pela internet, o enfermeiro Rafael Braga, de 35 anos, teve uma surpresa desagradável recentemente. Isso porque no pacote que recebeu das mãos do entregador, ele esperava encontrar um novo iPhone que havia comprado no valor de R$ 4,1 mil. No entanto, não foi o que aconteceu, já que dentro da caixa tinha apenas chocolates Bis.
Morador de Itapipoca, no interior do Ceará, Rafael havia comprado o aparelho na Amazon. Ele conta que deixou de adquirir o produto em outros sites com preços menores.
Ele escolheu um produto do vendedor Amazon.com.br como medida para tentar garantir uma transação segura, sem comprar por meio de outras lojas que podem comercializar dentro da plataforma. Desta forma, a Amazon era a responsável pela venda e pela entrega do produto.
Ao receber a encomenda em casa, Rafael informou um código de verificação ao entregador, como medida de segurança. Ele conferiu que os dados dele estavam corretos na etiqueta que veio junto ao pacote, que estava lacrado.
“A primeira coisa que eu estranhei é que o produto estava leve. Como eu não compro celular há muitos anos, acho que foi em 2022 a última vez que comprei um celular… Eu sei que hoje em dia não vem mais o carregador, não vem mais outras coisas, meio que poderia ser algo assim, né? Aí quando eu abri foi que eu tomei o susto. Tava uma caixa de bombons Bis azul”, relatou Rafael.Como explicou, o iPhone comprado seria usado pela esposa de Rafael. Ela havia pedido a ajuda do marido porque ele tinha o hábito de fazer várias compras pela internet. Eles planejaram a compra desde o mês de dezembro e parcelaram o valor em 12 vezes no cartão de crédito.
Após seis dias tentando resolver o problema e recebendo respostas negativas da Amazon, Rafael conseguiu receber o estorno do valor total da compra na manhã desta quinta-feira (29).
Até a quarta-feira (28), em contatos por meio de chat, ligação telefônica e e-mails, a empresa havia informado ao cliente que não faria reembolso ou devolução do produto, afirmando que o iPhone estava na embalagem quando saiu do centro de distribuição.
O g1 havia solicitado posicionamento sobre o caso à Amazon nesta quarta-feira (28). Na quinta-feira (29), a empresa respondeu que “A Amazon Brasil está investigando o ocorrido e retomará o contato diretamente com o consumidor para resolver o problema.”
Tentativas em outras instâncias
Rafael buscou resolver o problema de várias formas, mas na noite da segunda-feira (26), ele registrou um boletim eletrônico de ocorrência sobre o caso.
O enfermeiro contou que foi orientado a acionar o Procon (Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor) e um Juizado Especial Cível, conhecido popularmente como Juizado de Pequenas Causas.
Ele explicou que, por nunca ter tido problemas semelhantes, ainda precisaria aprender como funcionam esses processos e não chegou a acionar os órgãos. “É um produto muito caro, isso deixa a gente muito mal. Inclusive, no sábado, eu fiquei me sentindo culpado, sabe? Pensando: “O que foi que eu fiz de errado, será que eu deveria ter feito mais alguma coisa?”. Mas pensando melhor, eu recebi o produto lacrado, não recebi um produto violado. Era uma loja em que eu confiava. Eu fiquei muito chateado”, partilha Rafael.
Ele explica que, quando compra em outros sites, costuma fazer a gravação da tela durante todo o processo, buscando ter evidências que comprovem a compra em casos de problemas. Desta vez, contou que não achou necessário gravar por estar comprando em um site considerado confiável.
Dentre os materiais que Rafael guardou para tentar resolver o problema, ele tinha a nota fiscal do iPhone, acessada por meio da conta na Amazon, e a caixa de Bis. Isso porque ele acreditava que alguma informação na embalagem do biscoito poderia ajudar a rastrear de onde havia saído o produto.
Ao comunicar a reportagem sobre o estorno do valor do celular, ele comemorou por ver o problema resolvido após seis dias de apreensão.
Com g1
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