Após bloqueio de R$ 40 mil, banco libera valor de cliente  em Campo Grande

Foto: divulgação
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O impasse envolvendo a venda de um imóvel na Vila Planalto, em Campo Grande, terminou com desfecho positivo para o garçom Alisson Sampaio de Barros, de 34 anos, que teve os R$ 40 mil recebidos como entrada do negócio bloqueados pelo PagBank. O caso, noticiado na terça-feira (6), gerou preocupação, frustração e levou o trabalhador a registrar boletim de ocorrência após dias sem acesso ao montante.

Alisson contou à reportagem de O Estado Online que, após fechar a venda da propriedade localizada na Avenida Tamandaré, recebeu o sinal por transferência bancária para sua conta no PagBank. No entanto, pouco depois da transação, o valor foi bloqueado sem explicação clara e sem que houvesse qualquer pendência ou restrição associada ao seu nome

Segundo o registro policial, ao procurar o banco, ele foi informado inicialmente de um suposto erro contratual e que o desbloqueio ocorreria em 48 horas, o que não se concretizou. Em novo contato, recebeu a informação de que a liberação poderia ocorrer apenas em até 90 dias.

“Estou me sentindo lesado, desrespeitado, humilhado com essa situação. Passei o Natal e o Ano Novo sem dinheiro por conta desse bloqueio”, relatou o garçom, que disse não possuir dívidas ou irregularidades junto à instituição. Diante do cenário, ele buscou orientação jurídica, registrou boletim de ocorrência na Depac Centro e acionou o Banco Central, que estabeleceu prazo de 10 dias para tentativa de solução.

A reportagem procurou o PagBank, que informou que os procedimentos adotados estão alinhados ao contrato de prestação de serviços e fazem parte dos protocolos internos de segurança. Segundo a instituição, não houve falha no processo e o cadastro do cliente já havia sido avaliado, com movimentações consideradas habituais.

No fim da tarde de terça-feira, após nova consulta, Alisson confirmou que o valor foi finalmente desbloqueado e voltou a constar disponível em sua conta. Apesar da liberação, ele afirmou que dará continuidade aos trâmites legais já iniciados, a fim de esclarecer responsabilidades e evitar novos transtornos.

Comunicado enviado pela instituição para Alisson – Foto: Alisson Barros

O caso foi formalizado na delegacia e deverá ser investigado pelas autoridades competentes.

 

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