Comissão Especial se reúne com Fazenda e Procuradoria e aponta falta de transparência no reajuste do imposto em Campo Grande
Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande se reuniram, na manhã desta terça-feira (6), por mais de três horas, com servidores da Secretaria Municipal de Fazenda e da Procuradoria-Geral do Município para discutir o aumento do IPTU 2026. O encontro ocorreu no âmbito da Comissão Especial criada para apurar possível ilegalidade no reajuste e teve como foco a cobrança de medidas imediatas para reduzir o impacto do imposto sobre os contribuintes.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos parlamentares estão a retomada do desconto de 20% para pagamento à vista e a prorrogação do prazo de vencimento do imposto, atualmente previsto para o dia 12 de janeiro. Os vereadores também cobraram a ampliação do atendimento ao público, diante das longas filas registradas na Central do Cidadão, formadas principalmente por idosos que buscam esclarecimentos sobre os novos valores.
O presidente da Comissão Especial, vereador Rafael Tavares, afirmou que os pedidos apresentados à Prefeitura foram considerados urgentes e refletem um entendimento unânime entre os parlamentares. Segundo ele, a redução do desconto à vista para 10% e a falta de informações prévias à população contribuíram para o aumento das reclamações e da procura por atendimento presencial.
Durante a reunião, os vereadores defenderam ainda a criação de uma força-tarefa para reforçar o atendimento e minimizar o tempo de espera dos contribuintes. O vereador Otávio Trad sugeriu que o prazo para pagamento seja estendido até o dia 30 de janeiro, de forma a garantir que todos tenham tempo de analisar os valores cobrados e apresentar questionamentos, se necessário.
A procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz Rizkallah, informou que a Prefeitura deve formalizar a prorrogação do prazo por meio de decreto e estuda a descentralização dos atendimentos relacionados ao IPTU, com a oferta do serviço nos CRAS da Capital. Segundo ela, as sugestões apresentadas pelos vereadores serão analisadas e encaminhadas à prefeita.
O superintendente da Secretaria Municipal de Fazenda, Ricardo Vieira, explicou que o cálculo do IPTU 2026 levou em consideração fatores como atualização cadastral dos imóveis, metragem da área construída, valorização imobiliária, melhorias na infraestrutura do entorno, além do aumento da taxa de lixo e da requalificação de bairros. Os parlamentares, no entanto, cobraram que essas informações passem a constar de forma detalhada no carnê, por meio de um memorial descritivo que permita ao contribuinte compreender a composição do valor final.
Durante o encontro, vereadores e representantes de entidades de classe criticaram a falta de transparência e a falha de comunicação da Prefeitura ao não explicar previamente os critérios do reajuste e a redução do desconto para pagamento à vista. A Comissão Especial informou que seguirá acompanhando o tema e cobrando providências do Executivo municipal sobre o IPTU 2026.
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