Volume de precipitação desafia o trabalho das equipes de tapa-buraco e recapeamento
A cidade de Campo Grande tem enfrentado um período de chuvas intensas, resultando em danos estruturais e transtornos para a população. Segundo a prefeita Adriane Lopes, a administração municipal tem monitorado a situação e traçado planos para recuperar as áreas afetadas.
“Como é de conhecimento dos campo-grandenses, a rede estrutural da nossa cidade é muito antiga, e com as chuvas, abrem-se buracos e ruas são levadas. Só no final de semana, choveu 88 milímetros, e nesta última noite, mais 50 milímetros. Então, é impossível sustentar essa rede de estrutura na cidade nessas condições. Assim que as chuvas passarem, temos um plano de ação para recuperação, com equipes de tapa-buracos e recapeamento de vias”, afirmou a prefeita.
Questionada sobre a ausência de equipes realizando reparos nas ruas, Adriane Lopes explicou que os trabalhos de tapa-buracos não podem ser realizados durante períodos de chuva intensa. “Se o buraco estiver com água, o solo encharcado, e houver a execução do trabalho, esse serviço será perdido, pois na próxima chuva será levado. Nossos engenheiros e técnicos da Secretaria Municipal de Obras têm mapeado todos os estragos causados pela chuva e, assim que houver estiagem, retomaremos os trabalhos nas sete regiões e nos dois distritos para recuperação da cidade”, garantiu.

“Infelizmente, não há como conter o tempo, mas seguimos com os planos de recuperação”, Adriane Lopes, prefeita da Capital – Foto: divulgação
A prefeita também destacou que a cidade continua monitorando a previsão do tempo e as consequências das mudanças climáticas. “A noite foi difícil, com muita chuva em toda a cidade. Ficamos até uma hora da manhã percorrendo alguns bairros com a equipe da Defesa Civil e da Secretaria de Obras. Infelizmente, não há como conter o tempo, mas seguimos com planos de recuperação para minimizar os impactos.”
Acima da média histórica
Segundo dados do meteorologista Natálio Abrão, algumas regiões de Campo Grande registraram chuvas muito acima da média histórica. No bairro Carandá Bosque, por exemplo, foram 66,8 milímetros em apenas duas horas – o maior índice em uma única noite desde 2016. No acumulado do mês, essa região registrou 317,8 milímetros, mais do que o dobro da média histórica, que varia entre 151,8 mm e 162,2 mm.
Outras áreas da capital também foram fortemente impactadas. No bairro Santa Luzia, foram registrados 283,2 mm ao longo de março, enquanto no Universitário o volume chegou a 238,8 mm. Apesar do grande volume de chuvas em Campo Grande, o acumulado no estado de Mato Grosso do Sul ficou abaixo do esperado para março, totalizando 112,3 mm, quando a média histórica era de 149,5 mm.
Alerta de chuvas intensas e chegada de frentes frias
O INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta laranja para chuvas intensas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. A previsão indica até 100 mm de chuva em 24 horas, acompanhados de ventos que podem atingir 100 km/h. O Centro-Oeste deve registrar chuvas mais intensas principalmente no Mato Grosso e no oeste de Goiás e Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 50 mm nos próximos dias.
Além das chuvas, a primeira massa de ar frio do ano deve chegar ao país na noite de sexta-feira (4), impactando a Região Sul e o sul de Mato Grosso do Sul, além de algumas partes da Região Sudeste. As temperaturas podem ficar abaixo de 10°C em algumas áreas, e há previsão de geada nas serras gaúcha e catarinense ao amanhecer de sábado (5) e domingo (6).
O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) alerta que mais duas massas de ar frio deverão atingir Mato Grosso do Sul ao longo de abril, trazendo novas quedas nas temperaturas e possíveis impactos para a agricultura e infraestrutura do estado. Com isso, a administração municipal segue atenta para minimizar os transtornos causados pelo clima instável e reforçar as ações de recuperação da cidade.
Por Suelen Morales
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