Prefeitura de Corumbá prepara decreto de situação de emergência após chuva histórica e intensifica ações

Foto: Leonardo Amaral/Prefeitura de Corumbá
Foto: Leonardo Amaral/Prefeitura de Corumbá

A Prefeitura de Corumbá vai elaborar um decreto de situação de emergência em razão dos danos causados pela forte chuva registrada na noite de terça-feira (27). A decisão foi tomada após reunião com o secretariado municipal, realizada nesta quarta-feira (28), e tem como objetivo acelerar a adoção de medidas emergenciais para atender as famílias afetadas e dar celeridade às ações de recuperação da cidade. A vice-prefeita Bia Cavassa também participou do encontro.

Com o decreto, o município poderá agilizar a aquisição de equipamentos, a contratação de serviços e a realização de compras emergenciais. Além disso, a medida permitirá acionar o governo do Estado e a União em busca de apoio técnico e financeiro. “O decreto de situação de emergência é fundamental para dar celeridade às compras emergenciais e garantir respostas mais rápidas à população”, afirmou o procurador-geral do Município, Roberto Ajala Lins.

Foto: reprodução/Passeando em Corumbá

Durante a reunião, foi definida ainda a criação de uma comissão especial para centralizar informações e decisões relacionadas às ações de resposta e reconstrução. O grupo será composto por secretários municipais e representantes da Defesa Civil, com a missão de organizar prioridades e tornar mais eficiente o atendimento às ocorrências.

Um levantamento detalhado dos prejuízos já está em andamento, conduzido pela Defesa Civil, pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos e por equipes da Prefeitura que atuam em diversas regiões da cidade. O relatório técnico vai embasar a formalização do decreto e orientar a definição das áreas e famílias que receberão atendimento prioritário.

Foto: reprodução/redes sociais Prefeitura de Corumbá

Segundo o superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho, o volume de chuva foi excepcional. “Em cerca de 50 minutos, registramos mais de 106 milímetros de chuva. É um volume que não era observado havia mais de 14 anos e que causou enxurradas e alagamentos em diversos bairros”, explicou.

De acordo com ele, as equipes foram mobilizadas ainda durante a tempestade para identificar pontos críticos, orientar moradores e prestar atendimento imediato. “Ontem fizemos o possível para alcançar o maior número de residências, especialmente nos locais mais críticos. Hoje vamos aprofundar o levantamento para subsidiar o decreto e as ações seguintes”, disse. O prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira acompanhou pessoalmente os trabalhos de campo na noite de terça-feira.

Houve registros de enxurradas praticamente em toda a região urbana, em razão do grande volume de água concentrado em curto espaço de tempo. Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro de vítimas fatais. “Não tivemos óbitos, mas muitos danos materiais”, ressaltou o superintendente. Algumas famílias ficaram desalojadas, mas a maioria optou por permanecer em casas de vizinhos ou em imóveis próximos, por receio de perder os bens que restaram. Nesses casos, a Prefeitura distribuiu colchões, cobertores, roupas e outros itens emergenciais.

Durante o encontro, secretários municipais relataram as dificuldades enfrentadas no atendimento simultâneo às demandas individuais e coletivas. A orientação do Executivo é priorizar, neste momento, o atendimento às famílias atingidas, a limpeza da cidade e a manutenção dos serviços essenciais. “O foco agora precisa ser a nossa população, a cidade e os serviços públicos”, destacou o prefeito.

A Prefeitura também vai abrir pontos oficiais para arrecadação de donativos, como alimentos, roupas, roupas de cama e produtos de higiene, além de buscar apoio de igrejas e entidades sociais. A intenção é organizar a coleta e a distribuição para garantir que as doações cheguem a quem realmente precisa.

A secretária municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Jossiely Godoi da Silva, esteve nos locais atingidos ainda na noite de terça-feira. “Encontramos muitas famílias com as casas completamente debaixo d’água. Foi uma situação que nos exigiu respostas imediatas”, afirmou.

 

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