Com início dos “esquentas”, PMMS prepara atuação e Governo Federal lança campanha para proteger crianças e adolescentes

Foto: Divulgação
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Com a proximidade do Carnaval 2026 e o início dos primeiros eventos de pré-folia neste fim de semana, as forças de segurança de Mato Grosso do Sul já se organizam para o período de maior movimentação nas ruas, rodovias e locais de eventos. A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) informou que todas as unidades operacionais do Estado estão em fase de planejamento das ações que serão adotadas durante o Carnaval.

Em nota encaminhada à imprensa, a corporação destacou que os detalhes da operação ainda estão em elaboração. “A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informa que todas as unidades operacionais no Estado já estão em fase de planejamento para a atuação durante o Carnaval 2026. Após a conclusão deste planejamento, as informações sobre a operação que será empregada no período festivo serão amplamente divulgadas à imprensa e à população”, diz o comunicado.

Tradicionalmente, o período de Carnaval mobiliza reforço no policiamento ostensivo, ações de prevenção à criminalidade, fiscalização de trânsito e atuação integrada com outros órgãos de segurança e emergência, especialmente em cidades com programação de blocos, festas populares e aumento no fluxo de turistas.

Campanha nacional foca proteção de crianças

Paralelamente às ações estaduais, o Governo Federal lançou, nesta quinta-feira (15), a campanha nacional “Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes”, voltada ao Carnaval 2026. A iniciativa é coordenada pelo MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) e conta com apoio da IEVSCA (Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes ), do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), além de organizações da sociedade civil e órgãos parceiros.

Realizada anualmente, a campanha tem como objetivo sensibilizar a população sobre a importância da proteção integral de meninas e meninos durante grandes eventos populares, período em que há maior risco de violações de direitos, como abuso e exploração sexual, trabalho infantil e outras situações de vulnerabilidade.

Além do foco na prevenção, a ação também reforça o direito ao lazer, à convivência comunitária e à participação cultural, defendendo um Carnaval inclusivo e seguro para crianças e adolescentes, com respeito à dignidade, integridade física, emocional e social.

Tecnologia e resposta rápida

Para o Carnaval 2026, a campanha federal será ampliada com o uso de novas estratégias tecnológicas. Entre as novidades está a implantação de uma Central de Operações Integrada em Recife (PE), que utilizará pulseiras de identificação para crianças, integradas a sistemas de geolocalização, além do apoio de drones para monitoramento de áreas com grande concentração de foliões.

Em casos específicos, também está prevista a exibição de imagens de crianças desaparecidas em telões, sempre mediante autorização dos responsáveis legais. A proposta é reduzir o tempo de resposta em situações de crianças perdidas e ampliar a atuação articulada da rede de proteção.

Segundo a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC, Pilar Lacerda, a campanha reforça a corresponsabilidade de toda a sociedade. “O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do nosso país e precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para meninas e meninos. A campanha busca mobilizar foliões, famílias, trabalhadores informais, comerciantes, organizadores de eventos e gestores públicos para a garantia de um ambiente seguro e respeitoso aos direitos humanos”, afirmou.

A reportagem solicitou posicionamento da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) sobre as estratégias específicas para o Carnaval 2026 em MS e aguarda resposta.

Por Suelen Morales 

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