O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (13) a troca no comando do Instituto Nacional do Seguro Social. A servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência da autarquia no lugar de Gilberto Waller Júnior, que permaneceu no cargo por 11 meses.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, a nova presidente terá como missão estratégica acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do instituto, com foco na redução do tempo de espera e na melhoria do atendimento aos segurados.
Formada em Direito, Ana Cristina é analista do Seguro Social desde 2003. Entre 2020 e 2024, atuou como professora de direito previdenciário. Também presidiu o CRPS (Conselho de Recursos da Previdência Social) entre abril de 2023 e fevereiro de 2026, período em que, segundo o governo, dobrou a capacidade de análise de recursos. Mais recentemente, ocupava o cargo de secretária-executiva da Previdência.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, destacou que a escolha marca um novo momento no instituto e reforçou a prioridade do governo em reduzir a fila de espera. Ele também agradeceu a atuação de Waller Júnior e ressaltou a presença feminina na alta cúpula do órgão.
Fila do INSS apresenta queda
Em paralelo à mudança, o governo informou que a fila de pedidos em análise no INSS caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março. O resultado é atribuído ao recorde de 1,6 milhão de processos concluídos no mês.
Segundo o instituto, a redução foi puxada principalmente pelos pedidos classificados como Reconhecimento Inicial de Direitos (RID), que incluem aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Apenas em março, houve queda de 334 mil processos, o que representa uma redução de quase 11% no estoque total.
Gestão começa sob pressão de investigações
A nova presidente assume o comando do INSS em meio a um cenário de investigações sobre fraudes em benefícios. A operação “Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal, revelou um esquema bilionário de descontos associativos irregulares em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024.
O caso segue sob análise no Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro André Mendonça.
O antecessor de Ana Cristina, Gilberto Waller Júnior, havia assumido o INSS em maio de 2025 após a saída de Alessandro Stefanutto, exonerado sob suspeita de envolvimento no esquema. Stefanutto chegou a ser preso pela Polícia Federal em novembro do mesmo ano, em uma das fases da investigação.
A mudança no comando ocorre em um momento considerado estratégico pelo governo, que busca melhorar a eficiência do instituto e recuperar a credibilidade após os episódios recentes.
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