Defesa contesta indiciamento de adolescente por morte do cão Orelha em SC

Foto: reprodução/redes sociais
Foto: reprodução/redes sociais

A defesa do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), contestou as conclusões do inquérito da Polícia Civil de Santa Catarina. Em nota divulgada na noite de terça-feira (3), os advogados afirmaram que os elementos apresentados até o momento são circunstanciais e não configuram provas suficientes para responsabilizar o jovem.

A Polícia Civil informou que concluiu os inquéritos relacionados à morte do cão Orelha e aos maus-tratos contra o cão Caramelo. No caso do Orelha, a corporação solicitou a internação de um adolescente, medida equivalente à prisão para menores de idade, devido à gravidade do crime. Além disso, três adultos foram indiciados por coação de testemunha. Já na investigação envolvendo o cão Caramelo, quatro adolescentes foram representados por ato infracional relacionado a maus-tratos.

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, responsáveis pela defesa do adolescente apontado no caso Orelha, alegam que as informações divulgadas publicamente não permitem conclusões definitivas. Segundo eles, não existem provas concretas que comprovem o envolvimento do jovem.

A defesa também afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos do inquérito, o que, conforme os advogados, compromete o exercício pleno do direito de defesa. Em nota, os representantes legais ressaltaram que o trabalho é conduzido de forma técnica e responsável, com foco na busca pela verdade e na demonstração da inocência do adolescente.

Os advogados também criticaram o que classificaram como politização do caso e pressão por respostas rápidas, argumentando que a exposição pública baseada em investigações consideradas frágeis pode prejudicar a apuração dos fatos e causar danos a pessoas inocentes.

Tecnologia auxiliou investigação

Durante as investigações, a Polícia Civil utilizou um software francês para ajudar na identificação do autor do ataque. Conforme a corporação, foram analisadas mais de mil horas de imagens, ouvidas 24 testemunhas e investigados oito adolescentes suspeitos.

Peças de roupa utilizadas pelo agressor, registradas em gravações, além de dados de localização obtidos com auxílio do software Mercure V4.2, desenvolvido pela empresa francesa Ockham Solutions/ChapsVision, foram apontados como elementos importantes para a identificação do suspeito. A ferramenta é utilizada em investigações forenses e permite cruzamento de dados telefônicos, extrações de celulares, geolocalização e análise de metadados, além da visualização de informações em mapas e gráficos.

Os procedimentos foram encaminhados ao Ministério Público, que deverá analisar o material e decidir quais medidas serão adotadas em relação aos investigados.

 

Com informações do portal SCC10

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