Turmas são voltadas para adultos e crianças, além de um novo curso que começa no mês de fevereiro
Com mais de 20 anos de história e uma trajetória de constante crescimento e sucesso no mundo teatral, tanto em Mato Grosso do Sul quanto pelo Brasil, o grupo Fulano di Tal compartilha seu conhecimento nas oficinas ‘Vivências em Férias’, que estão com inscrições abertas para três turmas.
Durante o mês de janeiro, serão três oficinas: ‘Iniciação teatral’, no dia 17 de janeiro, das 14h às 18h, para alunos a partir dos 18 anos, ministrada pelo diretor Marcelo Leite; já no dia 24 é a vez do ‘Teatro para as infâncias’, para crianças de seis a 12 anos, das 14h às 17h, com a professora Luana Vilela. Quem tem alguma experiência com o teatro também será contemplado com a oficina ‘O trabalho do ator/atriz-criador (a)’, no dia 31 de janeiro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, ministrada pelo professor Edner Gustavo.
Em 2025, o grupo passou pelo projeto Palco Giratório do Sesc, onde realizou apresentações, oficinas e intercâmbios em diversas cidades brasileiras, o que proporcionou uma troca de experiências entre artistas e produtores culturais, afirma Edner.
“Essas trocas ainda estão com a gente. Esse ano será o momento em que organizamos tudo isso e estruturamos dentro do nosso trabalho. As pessoas que vão chegar com a gente, irão passar por um caminho que está sendo desenhado tanto pelas experiências do Palco Giratório quanto pelas oficinas dos anos anteriores”, destacou o ator e professor.
“As oficinas são uma extensão do grupo, é um momento de partilha, contribuindo para uma formação de um público mais consciente sobre a linguagem e arte teatral. Estamos com muitas expectativas esse ano”, complementa.
Já o projeto ‘Vivências de Formação em Teatro’, é iniciado em fevereiro e segue até dezembro. Os meses serão dedicados com pesquisas cênicas, investigações e elaboração de um espetáculo teatral.
“Começamos do princípio, de construir ou escolher uma dramaturgia, e vai passando por cada camada da construção teatral e no final do ano realizar uma curta temporada desse espetáculo. É um processo intenso e, ao mesmo tempo, muito desafiador, gostoso e divertido também”, explica Edner.
Marcelo Leite reforça que as oficinas serão uma oportunidade dos alunos inscritos viverem a experiência adquiridas nos 23 anos de trajetória do grupo. “São projetos que o grupo já tem ideia de desenvolver ou já desenvolve de alguma forma, como o Teatro de Objetos para as infâncias, experiência que adquirimos ao produzir e encenar a ‘Fabulosa História do Guri-Árvore’ que circulou nacionalmente ano passado pelo Palco Giratório do SESC e que será ministrada pela Professora Luana Vilela”.
Para quem tem apenas a vontade do teatro, mas nunca subiu num palco, Marcelo utiliza de jogos teatrais e do próprio entrosamento desenvolvido no grupo para que os alunos, aos poucos, ‘se soltem’.
“Para as vivências de montagem, queremos continuar o que tem dado certo nesta oficina que é passar por todo o processo de montagem de um espetáculo, desde a criação e/ou escolha de uma dramaturgia, passando pela produção, cenários, figurinos, objetos de cena, mas sempre tendo como prioridade o desenvolvimento do ator-criador, responsável por tudo que se vê em cena, em colaboração com o Professor Edner Gustavo que guiará todo o processo”.
O ano será cheio para o grupo: além das oficinas, em março o Fulano di Tal irá reformular o espetáculo ‘Seco’, nova circulação da peça infantil ‘A Fabulosa História do Guri-Árvore’, dessa vez pelos bairros de Campo Grande e promovendo assim o acesso ao teatro.
“Temos também um projeto aprovado no FIC que trará para Campo Grande grandes nomes do Teatro Brasileiro como Marcio Abreu, Marcelo Flecha, Ernani Maleta e Gilma Oliveira produtora do Grupo Galpão (MG). Só para citarmos o primeiro semestre. Estamos prevendo um ano bem agitado por aqui. Que assim seja!”, finaliza Marcelo.

Foto: Acervo do grupo
O grupo
De estudantes a um grupo de teatro com 17 espetáculos no currículo, o Fulano di Tal nasceu da vontade de jovens de Campo Grande de fazer teatro e arte para a população, utilizando muitas vezes da linguagem do humor para mostrar temas como o resgate a infância, política e corrupção e até mesmo reflexões sobre os tempos pandêmicos em que vivenciamos.
O grupo foi criado e desenvolvido em 2003, por alunos de teatro de um colégio de Campo Grande, ainda de forma amadora. Já a nomenclatura do grupo surgiu durante a realização da ficha de inscrição de um festival em que participariam. “A pessoa responsável pela ficha de inscrição disse: ‘aqui no nome, vocês colocam fulano de tal’. Os integrante se olharam e pensaram que era um nome legal e para diferenciar colocamos o ‘de’ com a letra i”, disse o diretor, ator, dramaturgo, produtor cultural e um dos fundadores do grupo, Marcelo Leite.
Juntamente com Marcelo, o grupo é administrado pelo também dramaturgo e ator Edner Gustavo. O primeiro espetáculo do Fulano di Tal foi o monólogo “Suspeitos de um crime quase perfeito”, que coloca o personagem Sherlock Gomes (uma analogia ao detetive Sherlock Holmes) para investigar seis suspeitos do assassinato de um advogado. O espetáculo foi dirigido por Marcelo Leite.
Serviço: Mais informações sobre as oficinas e inscrições podem ser conferidas nas redes sociais do grupo.
Por Amanda Ferreira e Carolina Rampi