Grupo musical sul-mato-grossense dos anos 70 inspira estilista em lookbook

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Editorial de moda enfatiza a importância do consumo consciente

Com proposta sustentável, o estilista rondoniano Fábio Maurício lança seu novo trabalho, o lookbook “Lírio Selvagem”. Residente de Campo Grande há 18 anos, chama a cidade de casa e homenageia artistas locais em seu novo projeto. Contemplado pela Lei Aldir Blanc da Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo), o projeto conta também com editoriais, vídeos e um desfile que ainda não tem data confirmada.

Inspirado no grupo musical Tetê e o Lírio Selvagem, formado pelos campo-grandenses Alzira, Celito, Geraldo e Tetê Espíndola, o lookbook resgata a moda dos anos 70 e 80 com uma pitada contemporânea. “Jerry Espíndola sempre me dizia o quão maravilhosa e conceitual era a banda. Me apaixonei pela música, presença de palco e figurino. A ideia que tive foi de roupas no conceito upcycling inspiradas na banda e no movimento hippie pantaneiro dos anos 70 e do rock dos 80”, explica o estilista.

Para a produção do projeto, o artista mergulhou na história do grupo musical. O processo criativo foi regado a muitos discos de vinil, pesquisa em fotos, vídeos, livros e revistas. “Depois de muito garimpo em brechó, corte, costura, tingimento, estamparia e bordados, dividi a coleção em duas partes. A Lírio, que remete aos anos 70, e a Selvagem, dos anos 80”, destaca.

Fábio acredita muito no conceito de upcycling, conhecido como uma reutilização criativa, em que se utilizam produtos considerados inúteis para a criação de novos produtos. Na produção da coleção, um de seus maiores desafios foi o processo de transformação das peças. “Pegar uma calça e transformá-la em uma jaqueta bordada, ou uma camisa em uma saia foi desafiador. Foi preciso ficar atento o tempo todo para que a roupa nova não tivesse nenhum resquício do que era antes”, enfatiza Fábio.

Junto ao estilista estiveram presentes na produção do editorial a fotógrafa Carlota Philippsen, que clicou as modelos Nayara Correa e Angela Xavier em ruas e parques da Capital. A parte audiovisual foi realizada por Cátia Santos e o músico Geraldo Espíndola gravou a faixa “Bem Te Vi” exclusivamente para o projeto. Caroline Garcia ficou na produção-executiva, Nik Ross na arte gráfica e Ivani fez a costura das peças.

Segundo o artista, apesar de um momento sombrio, a pandemia serve para que possamos refletir sobre os valores e conceitos da vida. “A moda tem um papel muito importante na sociedade, ela agrega valores econômicos e culturais, entretanto é a indústria que mais polui. É muito importante que as pessoas possam aderir ao upcycling e valorizar novos designers e conceitos de consumo”, finaliza.

Texto: Ellen Prudente

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