Devoradores de Estrelas: promessa de ficção científica traz aclamada dupla de diretores e Ryan Gosling como protagonista

Fotos: reprodução
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Chamado por alguns de ‘o novo Interestelar’, o filme ‘Devoradores de Estrelas’, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (19), traz um combo que agrada muitos fãs de cinema: um pouco de física para os nerds, efeitos especiais de ponta, história de fim de mundo e ainda um mascote de outro planeta.

O longa acompanha a jornada do professor de ciências do ensino fundamental Ryland Grace, que um dia acorda em uma espaçonave a anos-luz do planeta Terra. Sem memória alguma de quem é ou como foi parar ali, ele se encontra numa situação inexplicável.

Entretanto, aos poucos as memórias voltam: o professor foi recrutado para uma missão especial chamada ‘Projeto Fim do Mundo’, na qual foi enviado a 11,9 anos-luz da Terra para investigar o motivo pelo qual o Sol está morrendo na Via Láctea. Agora, ele precisará recorrer aos próprios conhecimentos científicos para resolver esse enigma o mais rápido possível e impedir a extinção da humanidade. O que, porém, parecia ser apenas uma trajetória solitária se transforma em uma viagem em companhia de uma amizade inesperada.

O elenco é encabeçado por Ryan Gosling (Barbie), Sandra Hüller (Anatomia de uma Queda), Milana Vayntrub (Um lobo entre nós), James Ortiz, Liz Kingsman (F1) e Lionel Boyce (O Urso).

Já a direção fica a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis por produzir e roteirizar a franquia ‘Homem Aranha no Araverso’, vencedor do Oscar como Melhor Animação. O roteiro é de Drew Goddard (Perdido em Marte), baseado no livro de Andy Weir, autor best seller do The New York Times.

Do zero e ‘ajudinha’ da NASA

A produção de Lord e Miller pode ser descrita como ambiciosa. A dupla que também é responsável por ‘Tá Chovendo Hamburguer’, poderia usar como nas animações e usar da computação para criar cenários. Entretanto, eles preferiram um método mais ‘artesanal’, e construiram a nave que Gosling fica do zero.

“A nave inteira foi construída como um cenário por dentro. Tínhamos uma enorme seção do exterior da nave que construímos do lado de fora. Rocky [o alienígena que faz companhia ao personagem de Ryan Gosling] estava realmente conosco o tempo todo. E é isso que faz tudo parecer real e natural”, contou Miller ao ComicBook.

O projeto também impressionou Gosling, que não é estranho aos filmes de ficção cientifica, já tendo interpretado o astronauta Neil Armstrong em ‘First Man’, e o replicante sintético K no aclamado ‘Blade Runner’. “Os cenários são gigantescos; a nave, simplesmente, era incrivelmente realista”, afirmou o ator em uma entrevista ao SensaCine.
Para esse realismo, até mesmo a NASA foi consultada. O diretor de arte Charlie Wood diz que eles tiveram uma boa fonte: “Tivemos conversas com a NASA sobre autenticidade, sobre como poderíamos envolver os espectadores na jornada empreendida pelos personagens principais.”

Christopher Miller explica: “Parece real e palpável, como se você estivesse lá. Para conseguir isso, tivemos que construir os cenários tanto vertical quanto horizontalmente, para que pudéssemos filmar ‘gravidade’ de forma realista.”

E para isso ser realizado, o projeto exigiu aproximadamente U$ 200 milhões para a Sony Pictures.

Promete

Com uma produção de peso, o novo filme promete registrar a maior estreia da história da Amazon MGM nos cinemas. A produção de ficção científica chega às telonas em 19 de março com projeções iniciais entre US$ 63 milhões e US$ 65 milhões na América do Norte. Se confirmado, o desempenho superaria o atual recorde do estúdio, pertencente a Creed III, que arrecadou US$ 58 milhões em seu fim de semana de estreia em 2023.

Recepção

Até o momento, o filme alcançou 95% de aprovação da crítica no portal Rotten Tomatoes, um dos mais importantes ligados a críticas. Os críticos em sua maioria elogiam a atuação do agora eterno Ken, mesmo que considerem o filme um grande blockbuster.

“O filme encontrou alguém que pode fazer tudo funcionar de verdade. Gosling consegue nos convencer da ver um homem comum em meio a circunstâncias extraordinárias, ao mesmo tempo que nos encanta com seu charme e energia contagiantes”, disse David Fear, da Rolling Stone.

“Embora Project Hail Mary [nome original] ultrapasse as duas horas de duração, raramente há um momento tedioso, com toda a resolução de problemas, a irreverência sincera e o compromisso declarado em infundir vida e humor em cada molécula da história”, comenta Lindsey Bahr, da Associated Press.

“Project Hail Mary é um daqueles filmes pipoca à moda antiga com grandes ideias, o tipo de filme que Steven Spielberg e George Lucas teriam feito antigamente e que crianças de todas as idades teriam adorado e comprado os brinquedos”, opina Brian Truitt, do USA Today.

No Brasil, quem já asssitiu de forma antecipada compartilha as opiniões de que vem ai um bom nome para as premiações de 2027. “Enquanto Lord e Miller constroem ácidos comentários sobre a individualidade e a coletividade, eles também cuidam para que ‘Devoradores de Estrelas’ não seja apenas mais um filme qualquer de ficção científica, e sim uma primorosa carta de amor à experiência cinematográfica e à vida como ela deve ser vivida: ao máximo”, publicou Thiago Nolla, do CinePop.

“O longa parece esquisito ao seu início por conta de não sabemos o que esperar da jornada, mas vai ganhando o público conforme os acontecimentos e principalmente a amizade é construída. A postura do protagonista, Grace, interpretado por Ryan Gosling, revela muito bem o tom do filme ao longo de quase toda a aventura. É uma mistura de algo bobo, inteligente e sincero quanto aos objetivos impostos aqui. Lembra bastante um ‘Interstelar’, tanto no objetivo quanto na consequência em si para o mundo. Mas de uma maneira simpática, ele vai estabelecendo seu universo”, comentou Matheus Simonsen, do Estação Nerd.

Por Carolina Rampi

 

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