Adultos hoje, crianças do Valuzinho de ontem, se mantêm fiéis como foliões

Cordão Valu mantém a tradição entre gerações na folia de blocos - Foto: Assessoria/Divulgação
Cordão Valu mantém a tradição entre gerações na folia de blocos - Foto: Assessoria/Divulgação

Cordão Valu mantém a tradição entre gerações na folia de blocos

Ao longo de seus vinte anos de história, o Cordão Valu consolidou uma tradição que atravessa gerações: a presença das crianças como parte fundamental da festa. Desde o início, os pequenos foliões sempre foram prioridade no bloco, ganhando um espaço próprio dentro da programação carnavalesca.

É assim que nasceu o Valuzinho, o bloco infantil do Cordão, que garante, especialmente na terça-feira de Carnaval, um momento exclusivo para a criançada brincar ao som das marchinhas, acompanhada dos pais e responsáveis, perpetuando o espírito do Carnaval de rua.

A aposta nas crianças mostrou-se certeira. Muitas daquelas que começaram ainda pequenas, hoje são adultos que seguem fiéis ao Cordão Valu. O contato precoce com o samba, as marchinhas, as fantasias e a ocupação alegre da rua criou vínculos afetivos profundos. Ao crescerem dentro do bloco, esses foliões mantiveram viva a paixão pelo Carnaval popular, tornando-se a prova de que o Valuzinho é também uma semente plantada para o futuro do Valu.

É o caso de Luiza Vitória Lencina Rodrigues, que começou a desfilar ainda criança, levada pelos pais, amigos dos fundadores do Cordão. Hoje adulta, ela não perdeu um único Carnaval do Valu e guarda na memória as chuvas de confetes, as marchinhas e as fantasias feitas com carinho, como a inesquecível abelhinha amarela criada pela mãe.

Para Luiza, que forma com a mãe a dupla “Lua e Sol” nas festas do bloco, acompanhar o crescimento do Cordão ao longo dessas duas décadas é motivo de emoção e orgulho.

Outra história que simboliza a força da tradição familiar no Cordão é a de Fernando Soares. Ele desfilou ainda menino, aos dez anos, no primeiro Carnaval do Valu, e segue fiel até hoje, agora levando a esposa e os filhos, que representam a terceira geração de foliões da família.

Para Fernando, o Cordão mantém viva a essência do Carnaval de rua, com samba raiz, marchinhas, fantasias criativas e muita alegria, resultado do esforço contínuo de Silvana Valu em preservar essa identidade.
Também iniciou sua trajetória ainda criança no primeiro desfile do bloco, em 2007, Luiza da Silva Cardozo, hoje psicóloga social. Incentivada pelos pais, que participaram da criação do Cordão, ela cresceu imersa nesse ambiente de cultura, música e coletividade.

As fantasias, como a de sol e a de marinheira, guardadas até hoje, simbolizam momentos marcantes de sua vida. Já adulta, Luiza segue no bloco ao lado dos amigos de infância, reafirmando o Cordão como espaço de liberdade, expressão e pertencimento.

História semelhante é a de Iara Penzo, filha de uma das cofundadoras do Cordão Valu. Presente desde o desfile de estreia, ainda aos seis anos, ela amadureceu junto com o bloco e passou a compreender o Carnaval não só como festa, mas também como manifestação cultural e política. As lembranças das fantasias produzidas coletivamente, da água jogada pelos moradores nas ruas do entorno da Esplanada Ferroviária e da alegria compartilhada permanecem vivas. Hoje, adulta, Iara segue como foliã perpétua, confirmando que o Cordão Valu é, acima de tudo, um legado que se renova a cada geração.

 

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