Criança é 12ª vítima da Chikungunya em Dourados

Foto: Clara Medeiros/ Arquivo Dourados News
Foto: Clara Medeiros/ Arquivo Dourados News

Óbitos pela doença no Estado chegam a 18

Nesta quarta-feira (20), o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública) confirmou a morte de uma criança indígena de 12 anos por Chikungunya após análises laboratoriais feitas.

O óbito foi registrado em 3 de abril no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) em decorrência da Chikungunya.

Dourados, segundo maior município de MS com mais de 200 mil habitantes, agora soma agora 12 óbitos pela doença, 10 de moradores da Reserva Indígena e dois no perímetro urbano. Outros quatro casos ainda estão em investigação na cidade.

Segundo o Dourados News, no relato do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) pelo COE,  a criança indígena internou em 28 de fevereiro após apresentar os sintomas e faleceu no dia 3 de abril.

As  mortes suspeitas mais recentes em investigação são de uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos moradores no perímetro urbano e com comorbidades relatadas. Os outros dois caso ainda em investigação são de um idoso de 84 anos, portador de doença arterial coronariana e um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27 de abril.

Conforme os dados, Dourados tem 8.764 casos notificados de Chikungunya, 5.154  prováveis e 4.066 casos confirmados. Outros 3.610 casos foram descartados e 1.088 ainda são investigados.

Na Reserva Indígena o cenário epidemiológico aponta 3.202 notificações, com 2.139 confirmações, 768 casos descartados e 295 em investigação.

O  número de leitos ocupados por pacientes com complicações por Chikungunya caiu. No período mais crônico da epidemia o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes e atualmente são 27 pessoas internadas, sendo 21 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública observa que a taxa de positividade geral dos casos, que, no momento, está em 53%, ainda é preocupante e demonstra que a grande maioria dos sintomáticos testados apresenta resultado positivo para a doença.

A taxa está sendo calculada a partir do número total de positivos e descartados. Ao longo do ciclo epidêmico, também será observada a taxa de ataque da doença, que atualmente se encontra em 1,95%. (Com informações da Assecom)

Cenário em MS

A incidência de chikungunya em Mato Grosso do Sul chega a 417,9 casos por 100 mil habitantes

O boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) divulgado na última terça-feira (19), mostra que Mato Grosso do Sul possui  11.521 casos prováveis.

Os município com maior incidência de casos prováveis é Douradina com 1559,7.  Outros também com altos índices são, Angélica, Amambai Batayporã, Corumbá,,Jardim, Nioaque e Sete Quedas. A Capital, Campo Grande tem 25 casos prováveis, com incidência de 2,8.

Os  óbitos são maiores nos municípios de Dourados (12), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1) e Douradina (1).

Os únicos munciípios que não regsitraram casos de chikungunya em 2026 são Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã.

MS lidera incidência no país

Mato Grosso do Sul é o Estado com maior incidência no país, segundo o painel de monitoramento de arboviroses. Outros Estados que aparecem na sequência são Goiás (133,6), Minas Gerais (54,6), Rondônia (43,8), Mato Grosso (23,8), Tocantins (18,6) e Rio Grande do Norte com (16,2).

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