Após operação policial realizada na região entre fazendas e a Aldeia Limão Verde, em Amambai, uma jovem indígena denunciou nas redes sociais uma suposta tentativa de abuso sexual dentro da delegacia do município. O caso foi negado pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira), que classificou as acusações como “desinformação e sensacionalismo”.
O relato foi divulgado na página Kuñangue Aty Guasu, organização ligada às mulheres Kaiowá e Guarani. Em vídeo publicado nas redes sociais, a jovem e a mãe dela afirmam que a adolescente foi levada à delegacia após a ação policial ocorrida no último fim de semana.
Segundo a denúncia, a jovem teria ouvido policiais dizendo que iriam violentá-la por ela “já estar presa”. Ela afirma que alguns agentes teriam se aproximado da cela, mas que outro policial impediu a situação. A idade da indígena não foi informada.
A publicação também acusa as forças de segurança de avançarem para dentro da Aldeia Limão Verde durante a operação, entrando em residências e efetuando disparos próximos à comunidade. Conforme o grupo, indígenas ficaram feridos e mulheres, crianças e idosos teriam sido colocados em risco.
A ação policial ocorreu após indígenas invadirem uma propriedade rural próxima à aldeia e furtarem objetos, situação que desencadeou confronto entre os envolvidos e as forças de segurança.
Em nota oficial, o DOF afirmou que “não houve qualquer registro de abuso ou violência sexual durante ou após a operação”. O departamento informou ainda que a jovem foi apresentada à autoridade policial e ao Conselho Tutelar acompanhada por órgãos de proteção, e que “em nenhum momento apresentou queixa ou relato dessa natureza”.
A Polícia Militar declarou ainda que toda a operação foi realizada dentro da legalidade e com autorização judicial, incluindo a decretação da prisão preventiva de quatro envolvidos.
Leia a nota na íntegra
“A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) esclarece que a intervenção realizada na Fazenda Limoeiro, em Amambai, pautou-se estritamente pela legalidade e preservação da ordem pública.
A PMMS reitera que não houve qualquer registro de abuso ou violência sexual durante ou após a operação. A suposta vítima mencionada em redes sociais foi devidamente apresentada à autoridade policial e ao Conselho Tutelar, acompanhada por órgãos de proteção, e em nenhum momento apresentou queixa ou relato de tal natureza.
A tentativa de vincular a ação policial a fatos inverídicos configura desinformação e sensacionalismo, visando apenas desviar o foco da resistência violenta sofrida pela tropa, que foi atacada com explosivos e armas brancas. A legalidade da intervenção foi confirmada pelo Poder Judiciário, que decretou a prisão preventiva de quatro envolvidos.
A PMMS mantém-se vigilante contra crimes e contra a propagação de notícias falsas que tentam macular a imagem de quem serve e protege o cidadão sul-mato-grossense.
A sua segurança é o nosso compromisso!”