Com a desistência de três prefeitos MS não registrou descompatibilização
Com o fim do período de descompatibilização dos prefeitos para concorrer a cargos legislativos, nenhum líder do executivo no Estado saiu para concorrer aos cargos. O panorama sul-mato-grossense atual é de os vice-prefeitos que vão se aventurar na corrida eleitoral.
Para concorrer a um cargo no Legislativo, tanto para a Assembleia quanto para a Câmara Federal ou Senado, é preciso que o prefeito saia do cargo em até seis meses antes da data do pleito. Já para os vices não é necessário que haja a descompatibilização, apenas com a vitória no pleito que deixará o Executivo.
Mato Grosso do Sul não teve nenhuma renúncia de prefeito para entrar na corrida eleitoral em outubro. No começo do ano, havia três líderes municipais que anunciaram que poderiam concorrer, sendo Juliano Ferro (PL), de Ivinhema; Germino Roz (PSDB), de Batayporã; e Lucas Foroni (PP), de Rio Brilhante, e todos desistiram.
Os dois principais nomes que são oriundos do Executivo para as cadeiras são Gianni Nogueira (PL) e Rogério Rohr (Avante). Nogueira é vice-prefeita de Dourados e deve concorrer ao Senado, caso Jair Bolsonaro (PL) a indique como segunda senadora. Rohr é de São Gabriel do Oeste e é pré-candidato à Assembleia.
Cada um dos dois disputará em regiões opostas no Estado. A vice deve puxar o eleitorado da região sul de Mato Grosso do Sul, caso seja a escolhida, enquanto o pré-candidato focará na região norte.
Como parlamentar, Rohr planeja focar na região norte do Estado e melhorar a infraestrutura para os produtores rurais e dar mais locais públicos para a população jovem. Rogério já tentou conquistar a vaga na Assembleia nas eleições de 2022, obtendo cerca de 5,6 mil votos. A migração para o Avante aconteceu no último dia da janela partidária e serve para ampliar a base política do vice-prefeito
Sobre o desejo de concorrer ao cargo, Rohr explicou ao Jornal O Estado o porquê da decisão. “O meu histórico político sempre foi de ser um cara muito combatente, voltado para o povo. O povo realmente precisa da política, de uma saúde melhor, uma assistência melhor. Eu nunca fui para correr desse tipo de raia, sabe? E brigar cobrando sempre do Executivo, sempre no bom sentido”.
Já para o Jornal O Estado, Gianni afirma que é fundamental ter representação no Senado para ter mais recursos e buscar soluções para a população. “É no Senado que se garante mais recursos para a saúde, investimentos em infraestrutura e a defesa dos interesses dos municípios. E também é lá que se exige firmeza para manter o equilíbrio entre os poderes e proteger a população de decisões que impactam diretamente o dia a dia”.
A tendência é que os vices decidam apenas com as convenções partidárias se irão concorrer a alguns dos cargos para o Legislativo para o final do ano. O PP, mesmo ocupando cinco vice-prefeituras, não apresenta nenhum com interesse nos cargos. O outro lado da federação, o União também não tem vices que sejam pré-candidatos.
Waldemir Moka, presidente do diretório estadual do MDB, revelou que pelo partido também não sairá nenhum. O PSDB, que era o maior partido no estado até a última janela partidária e ainda conta com um número grande de vereadores e prefeituras, também não apresenta nenhum pré-candidato do tipo.
O PSD deixou as tratativas para as convenções partidárias. “Até lá, o partido continua conversando com seus correligionários para definir um caminho”.
Por Lucas Artur