Novas mudanças no trânsito da Capital entram em vigor nesta segunda-feira (13) na Avenida Afonso Pena. O reordenamento viário implantado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) altera as conversões ao longo da via com o objetivo de melhorar o fluxo, mas motoristas ouvidos pela reportagem divergem sobre a eficácia da medida.
Entre as principais mudanças está a proibição de conversão à esquerda para acesso à Rua Bahia, que passa a ser permitida apenas para ônibus. A restrição deve ser ampliada para outros cruzamentos, como nas ruas Treze de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro.
A proposta é substituir as conversões pelo chamado “laço de quadra”, fazendo com que o motorista siga adiante, vire à direita e contorne o quarteirão. Segundo a Agetran, a medida evita retenções no meio da pista e melhora a fluidez do trânsito.
Também haverá mudança no sentido de circulação em um trecho da Rua Sete de Setembro, que passará a ter mão única entre as ruas Castro Alves e Bahia.
A reportagem do O Estado esteve na Afonso Pena e ouviu motoristas que relatam dificuldades frequentes na via, principalmente devido ao alto fluxo de veículos ao longo do dia.
Para o autônomo Patrick Souza, de 30 anos, a mudança pode ajudar a desafogar o trânsito. “Aqui é complicado em qualquer horário. O pessoal para para virar e acaba travando tudo. Creio que vai melhorar, principalmente no horário de pico, vai ajudar a andar mais”, afirma.
Já a analista financeira Cristiane de Sousa Gomes, de 46 anos, não acredita que a medida vá resolver o problema. “As vias vão continuar da mesma forma. Acho que já passou da hora de pensar em outras soluções, principalmente em relação ao corredor de ônibus, que é um transtorno e não melhorou em nada para a população”.
Ela também avalia que o impacto pode ser sentido nas ruas paralelas. “Você vai ter que fazer o laço, mas as outras vias continuam do mesmo jeito. Não vai resolver”.
O engenheiro Lucas Lopes, de 30 anos, considera que a retirada das conversões pode aliviar parte dos congestionamentos. “A conversão congestiona mesmo. Acho que pode melhorar”, diz. Ainda assim, ele sugere alternativas. “Talvez pudesse ter um acesso específico para quem precisa virar”.
As alterações, segundo a Agetran, foram definidas com base em estudos que apontam as conversões à esquerda como um dos principais fatores de lentidão na via.
Por Geane Beserra
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