Professores e alunos denunciam falta de energia na UFMS de Campo Grande

FOTO: ROBERTA MARTINS
FOTO: ROBERTA MARTINS

Queda de eletricidade é comum quando chuva atinge Capital, impactando no andamento das aulas

Para além de todos os transtornos estruturais que o tempo chuvoso provoca em Campo Grande, alunos, professores e corpo administrativos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) precisam adaptar a rotina de aulas e trabalho à falta de energia elétrica que acontece de forma recorrente toda vez que o tempo muda na cidade.

De acordo com as denúncias feitas à reportagem do jornal O Estado, além da suspensão de aulas teóricas e práticas, a falta ou picos de energia provocados na rede elétrica também causam prejuízos materiais, como estragos à equipamentos que demandam alimentação recorrente.

“A gente tem dificuldade até mesmo de repôr esses equipamentos. Nos laboratórios também temos reagentes que precisam ficar refrigerados”, disse uma professora que preferiu não se identificar.

Com a chuva que caiu na Capital na tarde desta terça-feira (7), algumas aulas precisaram ser canceladas ou professores não puderam completar a carga-horária completa justamente pela falta de energia.

“Neste laboratório atendemos 14 cursos de graduação, então, tem muito aluno, então, quando há queda de energia todo mundo sai impactado. Hoje mesmo a gente teria aula até às 17h25, mas tive que terminar a aula às 12h30, porque a gente está no escuro”, relatou a docente.

A professora lembrou que mesmo em sala de aula e durante o dia é necessário ter eletricidade para ministrar as aulas por uma questão de segurança.

“ Alguém tropeçar, cair. Não é seguro para ninguém. Tinham alunos que estavam vindo para universidade de ônibus e voltaram pra casa no meio do caminho. Agora as aulas terão que ser remarcadas”, destacou.

Falta de energia impacta pesquisas

Aluno do doutorado em Ecologia da instituição, Hugo Rodrigo conta que a falta de energia impacta diretamente sua pesquisa, cujo objeto de estudos são escorpiões e sua incidência no Pantanal.

O biólogo confirma que as quedas são recorrentes, mas, de forma geral, não duram muito tempo, retornando no intervalo de 1 hora, embora na tarde desta terça-feira, a falta de eletricidade tenha perdurado a tarde toda, o que impacta diretamente em seus estudos.
“ A gente depende da energia para armazenar os bichos, porque muito do pessoal que trabalha no doutorado de Ecologia utiliza da refrigeração para armazenar os bichos e as amostras deles. Além disso, eu preciso de energia para usar a lupa e meu notebook para dar continuidade ao meu trabalho. Não dá pra ficar sem energia e sem internet”, disse, acrescentando que corre o risco de perder suas amostras de estudos caso a falta de energia perdure.

A reportagem do Jornal O Estado entrou em contato com a UFMS e com a Energisa questionando sobre as providências que são tomadas quando há falta de energia, mas não houve retorno.

Por Ana Clara Julião e Maria Gabriela Arcanjo

 

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