João Paulo Silva Matos, de 36 anos, condenado por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, foi preso no Paraguai após entrar de forma irregular no país. Ele acabou entregue à PF (Polícia Federal) na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), na terça-feira (3).
A captura ocorreu em Salto del Guairá, cidade paraguaia que faz fronteira com Mundo Novo, município localizado a 463 quilômetros de Campo Grande. João Paulo foi localizado na tarde de segunda-feira (2) por agentes da Direção-Geral de Investigação Criminal do Paraguai, que constataram a permanência irregular no território e efetuaram a prisão antes da entrega às autoridades brasileiras.
Natural de Londrina (PR), João Paulo foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento na invasão ao Palácio do Planalto, em Brasília (DF), durante os atos antidemocráticos. A identificação do réu ocorreu a partir de vídeos gravados dentro do prédio, nos quais ele aparece incitando ações contra o Estado democrático de direito.
O mandado de prisão foi expedido em janeiro deste ano, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no marco de três anos dos ataques. Até então, João Paulo estava em liberdade, após autorização judicial para cumprir medidas cautelares fora da prisão.
Entre as determinações impostas, ele deveria permanecer no Paraná e utilizar tornozeleira eletrônica. No entanto, o monitoramento indicou o rompimento do equipamento em 9 de janeiro, no período da tarde. Desde então, o condenado deixou de comparecer às apresentações semanais exigidas pela Justiça em Londrina.
Diante da interrupção do sinal e da ausência injustificada, o governo do Paraná desativou o acompanhamento no sistema, e João Paulo passou a ser considerado foragido.
Esta é a segunda prisão no Paraguai relacionada aos atos de 8 de janeiro. A primeira envolveu Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), detido no país vizinho em dezembro de 2025 e posteriormente entregue às autoridades brasileiras.
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