Carnaval de Rua da Capital reúne 13 blocos e promete três fins de semana de festa

Foto: Paulo Cezar Klaizer/Divulgação
Foto: Paulo Cezar Klaizer/Divulgação

Programação ocupa diferentes pontos da Capital com diversidade cultural, atrações para todos os públicos e expectativa de reunir cerca de 170 mil foliões

Campo Grande já começa a sentir o clima do Carnaval tomando conta das ruas. A cidade se prepara para receber uma programação marcada pela criatividade, pela diversidade cultural e pela ocupação dos espaços públicos com música, fantasia e muita animação, reunindo pessoas de diferentes idades em uma celebração coletiva.

Os blocos carnavalescos ganham destaque ao levar a folia para vários pontos da Capital, com propostas que dialogam com diferentes estilos musicais e públicos. A programação contempla desde eventos mais tradicionais até iniciativas alternativas e inclusivas, reforçando o caráter democrático do Carnaval de Rua.

A organização da festa é coordenada pelo ABC (Aglomerado de Blocos de Carnaval), entidade criada em julho de 2024 com o objetivo de fortalecer e estruturar os blocos da cidade. Em 2026, o Carnaval de Rua acontece ao longo de três fins de semana, entre os dias 8 e 21 de fevereiro, com 13 blocos confirmados e expectativa de reunir cerca de 170 mil pessoas, consolidando o evento como o segundo maior Carnaval de Rua do Centro-Oeste.

Mais do que entretenimento, o Carnaval representa cultura, identidade e bem-estar social. Apoiar essa manifestação é valorizar a alegria do povo e fortalecer nossas raízes. E em meio à festa, um compromisso deve ser permanente: respeito sempre. Não é não. Qualquer forma de assédio ou violência deve ser denunciada pelo Disque 180. Que a folia seja vivida com paz, segurança e união.

Programação

A agenda tem início no domingo (8), com o bloco Farofa com Dendê, às 14h, no Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária. No mesmo dia, às 16h, o Bloco das Laricas se concentra na Orla Ferroviária, na Avenida Noroeste. Já no sábado (9), a programação começa cedo, às 9h, com o Bloco As Depravadas, no Bar do Zé, na Rua Barão do Branco. À tarde, às 15h, o Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós ocupa a Arena do Horto Florestal, na Avenida Fábio Zahran, seguido pelo Bloco Calcinha Molhada, às 16h, na Praça Aquidauana.

Na sequência, o Cordão Valu se apresenta na terça-feira (11), às 15h, na Esplanada Ferroviária. Na quinta-feira (12), às 20h, acontece o Cortejo Evoé Baco, com saída da Rua Cândido Mariano, esquina com a Avenida 14 de Julho, em direção ao Bar Tupy. A programação segue na sexta-feira (13) com o Bloco do Reggae, às 15h, no Monumento Maria Fumaça, e, às 16h, com os blocos Farofolia, na Rua Dr. Temístocles, e Só Love, na Rua General Melo, ambos na Esplanada Ferroviária.

No sábado (14), o Bloco do Reggae retorna às 15h ao Monumento Maria Fumaça, enquanto o Cordão Valu também se apresenta no mesmo horário, na Esplanada Ferroviária. Às 16h, o Bloco IPA Lê Lê ocupa a Avenida Mato Grosso. No domingo (15), às 14h, é a vez do Bloco Capivara Blasé, na Esplanada Ferroviária. A programação continua na segunda-feira (16), com nova apresentação do Capivara Blasé, às 14h, seguida pela Cia Barra da Saia, às 15h, na Orla Morena, e pelos blocos IPA Lê Lê, na Avenida Mato Grosso, e Subaquera, na Rua Abdala Roderbourg, ambos às 16h.

Encerrando a programação, no sábado (21), o Bloco Eita! se apresenta às 14h no Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária. Às 17h, o Bloco dos Forrozeiros MS assume a festa no mesmo local, com concentração na Rua Dr. Temístocles.

Autoridades

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o Carnaval da capital deve ser entendido como uma manifestação única, que reúne tanto os blocos de rua quanto as escolas de samba. Segundo ele, apesar das diferentes formas de organização, todas fazem parte do mesmo movimento cultural.

“Hoje nós temos uma grande intenção e ele já acontece de trazer um fluxo turístico para Campo Grande, de pessoas do interior, de outros estados, porque o nosso Carnaval já se tornou referência. Então é muito importante que a gente unha essas forças tanto nas escolas de samba como dos blocos de Carnaval”, destaca o diretor.

Já o presidente do ABC, Thallyson Perez, ressaltou que o Carnaval de Rua é reconhecido como patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul e chega este ano com novidades. De acordo com ele, a estrutura foi planejada para receber mais de 100 mil foliões, garantindo uma festa acessível e inclusiva.
Perez também enfatizou o compromisso da entidade com pautas sociais e a participação de todos os blocos, além de agradecer o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura. “O Carnaval é construído de forma coletiva”, afirmou, destacando a importância das parcerias para realizar uma celebração democrática e aberta a toda a população.

Blocos

Um dos blocos mais tradicionais de Campo Grande, o Cordão Valu completa 20 anos em 2026 e leva para o Carnaval um tema comemorativo que resgata sua trajetória e a relação construída com a cidade e os foliões. A proposta inclui ações e apresentações especiais que celebram a memória do bloco e reforçam sua identidade no Carnaval de Rua.

Para Silvana Valu, integrante do Cordão Valu, a comemoração vai além do palco. “Esse tema é uma forma de celebrar tudo o que foi construído coletivamente ao longo desses anos, sem perder de vista que quem faz o Carnaval acontecer é o folião”, afirma. Segundo ela, a participação espontânea do público e a ocupação das ruas seguem como marcas do bloco. “O Cordão Valu é um Carnaval de participação, e essa história pertence a todos que já viveram essa experiência com a gente”, completa.

Já Karla Valeska, dos Blocos Independentes, destacou a importância de levar pautas sociais para a festa. “Somos um coletivo de mulheres feministas e trazemos para o Carnaval o debate sobre o enfrentamento ao assédio, especialmente envolvendo populações vulneráveis”, explica. Ela ressaltou ainda a atuação conjunta com instituições públicas. “Esse diálogo com Defensoria, Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura tem sido fundamental. O Carnaval precisa desse olhar coletivo e responsável”, conclui. (Com Fundação de Cultura).

 

Amanda Ferreira

 

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