Mesmo com a retomada da atividade turística, o defeso continua valendo até 28 de fevereiro em todo o Mato Grosso do Sul. Nesse período, nenhum peixe pode ser retirado dos rios para garantir a reprodução das espécies
A partir do último domingo, 1º de fevereiro, os rios de Corumbá voltaram a ser cenário da pesca esportiva, mas com uma lógica diferente da tradicional. Está liberada apenas a modalidade pesque e solte, prática que ganha cada vez mais espaço por unir lazer, turismo e proteção ambiental no Pantanal.
Mesmo com a retomada da atividade turística, o defeso continua valendo até 28 de fevereiro em todo o Estado. Durante esse período, nenhum peixe pode ser retirado dos rios, justamente para garantir a reprodução das espécies e a manutenção da vida aquática. Na prática, quem pesca agora precisa entender que o objetivo não é levar o peixe para casa, mas devolvê-lo ao rio.
Esse modelo ajuda a explicar por que Corumbá se consolidou como a Capital da Pesca Esportiva no Pantanal, referência nacional no ramo. A cidade transformou a atividade em uma alternativa sustentável, capaz de movimentar a economia local sem comprometer um dos ecossistemas mais sensíveis do país. Guias, piloteiros, pousadas, barcos-hotéis e o comércio sentem os reflexos positivos da temporada, enquanto os rios seguem preservados.
As regras são claras: a pesca está autorizada somente nas calhas dos rios Paraguai e Paraná, com uso obrigatório de anzóis sem farpa, reduzindo danos aos peixes. Após a captura, o animal deve ser solto no mesmo local, garantindo sua sobrevivência e o equilíbrio do ambiente natural.
Para quem acompanha de perto o setor, a pesca esportiva em Corumbá alcançou um novo patamar. O turismo ligado aos rios passou a adotar práticas mais responsáveis, com maior profissionalização e respeito às normas ambientais. A sustentabilidade deixou de ser discurso e se tornou parte essencial da experiência oferecida aos visitantes.
Além do impacto econômico, a atividade também fortalece a educação ambiental e mantém viva a relação histórica entre o pantaneiro e os rios. Ao apostar no pesque e solte, Corumbá reforça a ideia de que preservar hoje é a única forma de garantir que a pesca continue existindo.
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