Fábio Trad diz que volta de Simone Tebet para o estado é “problemática”

Fábio Trad (PT) em entrevista ao Jornal O Estado - Foto: Allan Gabriel/OEMS
Fábio Trad (PT) em entrevista ao Jornal O Estado - Foto: Allan Gabriel/OEMS

O pré-candidato ao governo estadual conta que vinda bateria com os interesses da Frente Democrática e do MDB

 

 

Em entrevista ao Jornal O Estado, Fábio Trad (PT) comenta que a ida de Simone Tebet (MDB), considerada uma aliada para São Paulo é uma questão quase que logística. Segundo ele, o a empreitada se deve ao fato de que se a ministra do Planejamento sair ao Senado por Mato Grosso do Sul teria que apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

“Se ela apoiasse o Riedel aqui, ela estaria contra a nossa chapa do PT e isso seria extremamente prejudicial aos projetos da Frente Democrática aqui em Mato Grosso do Sul. Porque ela estaria ao lado da extrema direita”, explica o ex-deputado.

Fábio é pré-candidato do PT ao cargo de governador e trabalhou como deputado federal pelo estado por cerca de três mandatos. Já foi do antido PMDB (hoje MDB) e depois migrou para o PSD, agora está no PT e faz parte da chapa da Frente Democrática, junto de outras siglas como o PDT, PSB, PCdoB, Psol, PV, e Rede.

Para Trad, a volta para MS da ministra seria problemática, pois ela conta com o apoio de grande parte dos bolsonaristas. O presidente do MDB-MS, Waldemir Moka, chegou a afirmar que se ela concorresse pelo estado teria que mudar de discurso e se adequar ao lema da sigla, abandonando os ideais petistas que vestiu durante seu ministério.

Caso Tebet desista de São Paulo e retome às suas raízes sul-mato-grossenses, contaria com uma chapa independente, pois o MDB não a apoiaria. Tanto aqui quanto lá, a mudança de sigla seria inevitável. Afinal, não seria viável o apoio de um governo estadual de direita e um federal de esquerda.

“Se a Simone for coerente com um apoio progressista dela no âmbito nacional ao Lula, ela deve apoiar aqui no estado a candidatura da Frente Progressista e não aos bolsonaristas. Ela não pode ser bolsonarista estadual e lulista nacional”, comenta o pré-candidato.

Avaliação nacional

Já o presidente do MDB, deputado federal, Baleia Rossi, conta que a saída da ministra é uma arapuca armada pelo PT. Com a possível entrada dela na corrida paulista, Simone teria que se filiar a outro grupo, possivelmente o PSB, já que o atual não está contente com a escolha.

“Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político”, disse Baleia em entrevista à Folha de São Paulo.

Considera um desrespeito ao partido, que transferiu o legado de seu pai Ramez Tebet à filha, e a transformou em uma grande líder nacional. Ainda, durante as últimas eleições para presidente, concorrer e, pelo seu resultado, foi chamada para compor os ministérios.

Saída do Governo

A ministra do Planejamento afirmou que deixará a pasta até 30 de março, mas ainda não confirmou o cargo que irá concorrer nem pra qual estado. Os rumores apontam que irá para a corrida paulista, mas a decisão será tomada pelo presidente Lula. “Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem Governo do Estado de São Paulo” afirmou.

PT lançará uma candidatura para confrontar a reeleição de Tarcísio Freitas (Republicanos) em São Paulo e discute nomes como Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). Porém, os dois resistem à cadeira no Palácio dos Bandeirantes, restando Tebet para concorrer. Simone já revelou que conversou com Lula sobre uma candidatura ao Senado, mas indicou que não deve tentar o governo estadual.

 

Por Lucas Artur

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