Nikolas Ferreira diz que disputa presidencial de 2026 já ocorre nos bastidores e nega caráter eleitoral de marcha em Brasília

Foto: reprodução/SBT News
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a campanha presidencial de 2026 já está em curso nos bastidores de Brasília, embora negue que a marcha “Acorda Brasil”, realizada no fim de semana na capital federal, tenha tido caráter eleitoral. Em entrevista ao telejornal SBT Brasil, o parlamentar disse que o ato teve como objetivo principal pressionar o Congresso Nacional a derrubar o veto presidencial à revisão da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Segundo Nikolas, a mobilização reuniu milhares de pessoas e teve cunho político, voltado à defesa da anistia e da reavaliação das condenações impostas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Ele classificou as penas como “desproporcionais” quando comparadas às aplicadas a outros crimes no país e fez críticas ao Judiciário, alegando haver perseguição política contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sou completamente contrário à depredação, mas a justiça precisa respeitar a devida proporção”, afirmou o deputado durante a entrevista.

Para Nikolas, a marcha contribuiu para unificar a direita. Em meio a especulações sobre possíveis nomes do campo conservador para a disputa presidencial, o parlamentar afirmou que Jair Bolsonaro definiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como representante dos partidos conservadores para a eleição de 2026. A declaração foi interpretada como uma indireta a outros líderes da direita, como os governadores Ronaldo Caiado (GO) e Tarcísio de Freitas (SP), frequentemente citados como potenciais candidatos.

Questionado sobre divergências internas no campo oposicionista, Nikolas disse que elas são “naturais”, mas defendeu que a oposição concentre esforços no que chamou de “inimigo comum”. Entre os pontos citados por ele estão aumento de impostos, escândalos e o que classificou como retrocessos institucionais.

Incidente com raios e críticas à cobertura

Durante a marcha em Brasília, cinco pessoas foram atingidas por raios, o que gerou críticas ao evento. Nikolas negou qualquer responsabilidade pelo ocorrido e classificou o episódio como um “incidente natural”. Ele comparou a situação a outros eventos ao ar livre impactados por condições climáticas extremas e criticou o que chamou de cobertura seletiva de parte da imprensa.

“Agora eu sou responsável por um raio que literalmente caiu do céu? Isso é forçar muito”, disse.
Apesar do episódio, o deputado avaliou que a manifestação fortaleceu a pressão popular sobre o Congresso para votar a derrubada do veto presidencial relacionado à dosimetria das penas. Segundo ele, a mobilização pode encorajar parlamentares a apoiar a medida.

Nikolas Ferreira também declarou ser favorável à instalação de CPMIs para investigar denúncias envolvendo instituições financeiras e defendeu a análise de pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), reforçando o discurso de enfrentamento ao Judiciário adotado por setores da oposição.

 

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