Delegação embarcou nesta segunda-feira (26) e estreia quarta (28), em Sorriso (MT)

Foto: Arquivo Pessoal
Campo Grande terá representação expressiva na Superliga Nacional de Vôlei Adaptado da CBVA (Confederação Brasileira de Voleibol Adaptado) da Melhor Idade. O Conssol (Sistema Integrado de Economia Solidária) participa da competição com sete equipes, entre categorias femininas e masculinas, e representa Mato Grosso do Sul no campeonato, que será disputado em Sorriso (MT). A delegação embarca nesta segunda-feira (26).
Sorriso será sede da 6ª Final Nacional da Superliga, que ocorre entre quarta-feira (28) até 1º de fevereiro, com jogos realizados na Arena Sorriso. A competição reúne 115 equipes, de oito estados brasileiros. Segundo a CBVA, o evento envolve cerca de 1.600 atletas na disputa. A participação do Conssol ocorre por meio do projeto AVA (Amigos do Vôlei Adaptado), voltado à prática esportiva da pessoa idosa. O clube inscreveu sete equipes nas categorias 45+, 58+ e 68+ feminino e masculino, e 75+ masculino.
Coordenadora do Conssol e atleta das categorias 45+ e 58+, Márcia Teodora de Oliveira explicou que o projeto nasceu da necessidade de oferecer uma atividade esportiva estruturada para a pessoa idosa. “O vôlei adaptado se mostrou uma modalidade completa, que une saúde, socialização e rendimento esportivo”, disse. Para ela, os benefícios vão além das conquistas. “Os resultados aparecem na autoestima, na autonomia e na qualidade de vida.”
No feminino, o Conssol chega à Superliga com equipes que somam conquistas em âmbito estadual e presença frequente entre as melhores do país. A técnica Michele Veruska Cardoso destacou o reconhecimento do trabalho desenvolvido. “Para o grupo, é o resultado de um trabalho construído com seriedade e dedicação. Para Campo Grande, reafirma que a cidade é referência nacional no vôlei adaptado feminino”, afirmou.
A preparação envolveu ajustes físicos, técnicos e táticos, respeitando as particularidades da modalidade e das faixas etárias. “Nos treinos, trabalhamos o condicionamento físico dentro dos limites, reforçamos fundamentos e entrosamento e tivemos atenção especial à prevenção de lesões e ao aspecto emocional”, explicou Michele. A competição terá fase classificatória e confrontos eliminatórios, o que exige concentração desde o primeiro jogo.
As equipes masculinas também chegam à Superliga com histórico consistente. O técnico Eder Eloy França ressaltou o peso de representar Campo Grande e o Estado em um evento nacional. “É uma responsabilidade grande, mas também motivo de orgulho. Representar Mato Grosso do Sul exige compromisso e respeito à camisa”, disse. Segundo ele, o histórico de títulos serve como referência, mas não define resultados. “Cada competição começa do zero.”
O trabalho com as equipes masculinas envolve planejamento individualizado conforme a faixa etária, com ajustes de intensidade e volume de treino, priorizando a segurança sem comprometer o rendimento. A expectativa da comissão técnica é por estreias equilibradas e jogos competitivos.
O vôlei adaptado mantém a estrutura do esporte convencional, mas com regras específicas para atletas acima de 45 anos. Não há saltos, a bola pode ser segurada por um curto período e o jogo prioriza segurança, técnica e leitura tática, permitindo competitividade sem prejuízo à saúde.
Atleta da categoria 60+, Fátima Solange Monção Oshiro destacou o significado da competição como atleta. “Vestir essa camisa e representar Campo Grande em nível nacional é uma honra. O esporte mudou minha rotina, trouxe mais disposição, força e confiança”, afirmou. Além do desempenho em quadra, a atleta ressalta que o vôlei adaptado trouxe novos objetivos e transformou seu dia a dia. “Hoje tenho mais disposição, força e confiança. A autoestima melhorou muito e me sinto mais ativa e feliz. O esporte trouxe uma nova energia para a minha vida”, afirmou.
Na categoria 70+, Valdecir Antonio da Silva conheceu o projeto por meio de amigos e encontrou no vôlei adaptado uma nova motivação. “No começo fui por curiosidade e para cuidar da saúde. Não praticava esporte regularmente, mas fui me envolvendo, aprendendo e me apaixonando pela modalidade”, contou. Fora da quadra, o impacto é ainda maior. “Ganhei saúde, amigos, autoestima e um novo propósito. Meu conselho é não achar que é tarde demais. O esporte adaptado respeita os limites e transforma vidas.”
Para as comissões, o vôlei adaptado cumpre papel que vai além do resultado esportivo. A técnica Michele destaca que o esporte mostra, na prática, que envelhecer não significa interromper a vida ativa. “O vôlei adaptado promove saúde, inclusão, convívio social e autoestima. As atletas percebem melhora física e emocional, além de resgatar o prazer de competir”, afirmou. No masculino, Eder reforça que a modalidade é fundamental para o envelhecimento ativo. “O esporte adaptado oferece equilíbrio físico e emocional, socialização e qualidade de vida. Ele mostra que a idade não é limite para aprender, competir e se superar”, completou.
Por Mellissa Ramos
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