Suspeito de agredir transplantado e causar cegueira tem sete passagens pelo mesmo crime em MS

Foto: reprodução/câmeras de segurança
Foto: reprodução/câmeras de segurança

A PC MS (Polícia Civil) solicitou a prisão preventiva de Leandro Vianna da Silva, de 26 anos, preso em flagrante após agredir um paciente recém-submetido a transplante de córnea em frente ao Instituto da Visão, em Campo Grande. O pedido foi formalizado pelo delegado Felipe Madeira, da  Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), responsável pela ocorrência. Conforme a polícia, o suspeito possui outras sete passagens policiais pelo mesmo tipo de crime em Mato Grosso do Sul.

Segundo as investigações, Leandro é morador de rua, estava consciente e orientado no momento da prisão e não apresentou laudos que indiquem transtornos psicológicos. Em depoimento, ele não soube explicar o motivo da agressão. A Polícia Civil informou ainda que o suspeito tem histórico de agressões aleatórias em via pública, praticadas com o mesmo padrão de atuação.

O caso ganhou maior gravidade porque a vítima havia passado por um transplante de córnea recentemente e aguardava atendimento de acompanhamento médico quando foi atacada. O agressor desferiu um soco direto no olho operado, provocando uma lesão ocular grave em um órgão que ainda estava em processo de cicatrização, o que resultou na perda da visão.

Estado de saúde da vítima

Após a agressão, o paciente foi submetido a uma cirurgia de emergência no próprio Instituto da Visão, devido à gravidade do ferimento. Ele recebeu alta no mesmo dia e segue em acompanhamento médico ambulatorial. Na manhã desta terça-feira (27), a vítima retornou à unidade para troca de curativo e nova avaliação oftalmológica.

Em nota oficial, o Instituto da Visão informou que prestou atendimento imediato, realizou o procedimento cirúrgico de urgência e segue oferecendo apoio integral ao paciente, incluindo hospedagem em hotel e transporte. A instituição também destacou que forneceu imagens e informações às autoridades para auxiliar nas investigações e ressaltou que, em 28 anos de atuação, nunca havia registrado episódio semelhante.

Como medida preventiva, a clínica informou que está adotando ações para reforçar a segurança no entorno do estabelecimento.

Pedido de prisão preventiva

Para a Polícia Civil, o histórico criminal, a reincidência, a ausência de motivação aparente, a gravidade das lesões causadas e o risco de novos ataques justificam o pedido de prisão preventiva. A medida busca garantir a ordem pública e evitar novas agressões.

O caso segue sob investigação, e o suspeito permanece à disposição da Justiça enquanto o pedido é analisado.

 

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