PM dispara arma após filho ser impedido de circular em “área do PCC”

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um policial militar disparou uma arma de fogo na madrugada desta sexta-feira, por volta das 0h10, após um desentendimento em um bairro da Capital, depois que seu filho, de 12 anos, teria sido impedido de circular de bicicleta em uma rua onde um grupo alegava domínio de uma facção criminosa. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e segue sob apuração.

De acordo com o registro policial, a equipe da Polícia Militar foi acionada com a informação de que um homem havia efetuado um disparo após uma confusão no local. Ao chegarem, os policiais encontraram um militar, lotado em uma companhia da Capital, que se apresentou como responsável pelo disparo.

Em depoimento, o policial relatou que o filho trafegava de bicicleta pela via quando foi abordado por cerca de seis pessoas, que afirmaram que a área seria dominada por uma facção criminosa e proibiram a passagem do adolescente. Assustado, o menino retornou para casa e contou o ocorrido ao pai.

Ainda conforme o relato, o policial foi até o local indicado pelo filho para tentar conversar com o grupo, mas afirmou ter sido hostilizado e ameaçado. Mesmo após se identificar como policial militar, os indivíduos teriam dito que “mandavam na área” e se aproximado de forma intimidadora. Diante da situação, ele afirmou que sacou a arma e efetuou um disparo em direção ao solo para dispersar o grupo, retornando em seguida para casa.

No entanto, uma moradora do bairro apresentou versão diferente dos fatos. Segundo ela, estava em casa com amigos organizando móveis devido a uma mudança recente, quando o policial chegou alterado, arremessou uma garrafa contra um dos presentes e, em seguida, efetuou o disparo, sem que soubesse o motivo da reação.

Durante o atendimento da ocorrência, um cartucho deflagrado de munição calibre 9 milímetros foi entregue à polícia e apreendido. A arma utilizada, uma pistola, também foi recolhida, juntamente com munições intactas.

Equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque, com apoio do canil, estiveram no local. Todos os envolvidos foram encaminhados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde prestaram depoimento. O caso continua sendo investigado.

 

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

 

Leia mais

Suspeito que utilizava dispositivo para destravar portas e alarmes de carro em estacionamento é preso

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *