Recém-criado, time fala em competir, mas sem pressão

Equipe idealizada para competir e ‘dar risada’ estreia no próximo mês - Foto: Arquivo Pessoal
Equipe idealizada para competir e ‘dar risada’ estreia no próximo mês - Foto: Arquivo Pessoal

Em Campo Grande, Handebol Royale nasce na base da amizade

O handebol de Campo Grande ganhou um novo representante em 2026. Criado a partir da amizade entre atletas e da vontade de manter o esporte como espaço de lazer e convivência, o Handebol Royale surge com proposta clara: competir sem transformar o resultado em obrigação.

A ideia partiu do goleiro e professor de Educação Física, Celso Camargo, que identificou a falta de espaço para atletas que querem jogar sem a cobrança por títulos. “Tem muita gente que gosta da modalidade, mas não encontra espaço porque os times estão fechados e têm um foco maior em ser campeão. Nosso foco é se divertir, aproveitar o esporte, dar risada, sem aquela cobrança excessiva”, explica.

Segundo ele, o projeto nasceu para conciliar a rotina dos atletas com a prática esportiva. “Todo mundo tem seus trabalhos, estudo. O esporte é para a gente se divertir, e o handebol é algo que a gente ama e vamos unir essa paixão”, completa.

Com a decisão de tirar a ideia do papel, o grupo passou a estruturar o clube. A diretoria é formada pelos amigos e jogadores Celso Camargo, Willian Renato e Matheus Eduardo.

Celso é o responsável pela parte técnica e pelos treinamentos, Matheus atua na área administrativa e financeira, enquanto Willian auxilia na logística, organização dos treinos, uniformes e inscrições em campeonatos.

‘Brincadeira séria’

“Começou de forma leve, mas quando a gente decidiu se inscrever em um campeonato, ficou mais sério. Tem inscrição, uniforme, treino, quadra, patrocínio. É pra ser leve, mas não é apenas uma brincadeira. Se não levar a sério, não sai do lugar”, afirma Willian.

A equipe se prepara agora para a primeira competição oficial no último fim de semana de fevereiro, em Maracaju. Os atletas realizam dois treinos semanais e contam ainda com amistosos antes da estreia com times da Capital, como preparação.

“Dentro da quadra todo mundo quer vencer. A cobrança existe durante o jogo, é claro. Mas acabou a partida, é espírito esportivo, confraternização e aproveitar o momento, principalmente nas competições fora da cidade”, destaca Willian.

Time heterogêneo

O elenco do Royale é formado, hoje, por atletas de diferentes idades e origens, reunindo jogadores de atléticas universitárias, ex-atletas escolares e praticantes mais experientes.

“A ideia é ser um time de portas abertas. Quem quiser treinar, competir ou simplesmente jogar handebol, vai ter espaço. Tem gente de 29, 30 anos, que já competiu para outros clubes, que tem uma caminhada no esporte, mas também tem gurizada de 16, jogando pela escola ainda, que quer ter a experiência de competir com atletas mais experientes. Todo mundo que ama o esporte é bem-vindo”, afirma.

Para ele, o principal legado do projeto é oferecer um ambiente sem pressão, sem cobrança e sem conflitos. “É praticar o esporte e se divertir com que a gente gosta e sabe fazer.”

Rifa para custear despesas

Para viabilizar o início das atividades, o clube organiza uma rifa com o objetivo de custear uniformes, materiais de treinos e o aluguel da quadra de treinos. Cada número custa R$ 10, e a premiação inclui um óculos de sol, feminino ou masculino, além de R$ 200 em Pix.

“Estamos começando tudo do zero, então esses custos fazem parte do processo. Também estamos à procura de patrocinadores que queiram conhecer nossa proposta, que se identifiquem com o que estamos criando”, explica Willian. “Eu e a diretoria estamos à disposição de quem quiser saber mais, através do nosso instagram, Royale Handebol”.

Por Mellissa Ramos

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