Com saúde debilitada, “Rei da Fronteira” tem permissão judicial renovada para tratamento em São Paulo

Foto: reprodução redes sociais
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Portador de doença pulmonar obstrutiva crônica, Fahd Jamil Georges, de 84 anos, conhecido como o “Rei da Fronteira”, teve renovada a autorização judicial para permanecer em tratamento médico na cidade de São Paulo. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da Justiça.

A medida foi concedida pela 1ª Vara Criminal de Campo Grande, que suspendeu por mais dois meses a obrigação cautelar de comparecimento periódico em juízo. Na decisão, o magistrado autorizou expressamente que Fahd Jamil permaneça na comarca paulista até o término do tratamento médico. O benefício está em vigor desde abril de 2025, após o agravamento de seu quadro clínico.

Ainda conforme publicação no Diário da Justiça, o filho de Fahd, Flávio Correia Jamil Georges, recebeu autorização para visitar o pai em São Paulo, no período de 11 a 13 de dezembro de 2025. Conhecido como “Flavinho”, ele não está preso, mas cumpre restrições judiciais desde que se apresentou à polícia em dezembro de 2024. Flávio só passou a comparecer em juízo após a revogação de um mandado de prisão e é apontado como investigado por supostamente comandar um esquema de tráfico de armas, sendo alvo da terceira fase da Operação Omertà, denominada Armagedon.

Histórico judicial

Fahd Jamil Georges foi preso em 19 de maio de 2021, após se entregar no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Ele permaneceu detido por 51 dias na sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e, em 9 de junho do mesmo ano, obteve o direito de cumprir prisão domiciliar em uma mansão localizada em Ponta Porã.

A prisão domiciliar perdurou até setembro de 2022, quando foi substituída por medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a proibição de mudança de endereço sem comunicação prévia à Justiça. Com a decisão mais recente, Fahd passou a ter autorização para permanecer em São Paulo durante o período de tratamento médico.

Alvo da Operação Omertà, Fahd Jamil é réu por crimes como tráfico de armas de fogo, corrupção, homicídio e obstrução da Justiça. No processo que apura um duplo homicídio ocorrido em abril de 2016, ele é acusado de envolvimento na morte do servidor público Alberto Roberto Aparecido Nogueira e do policial civil Anderson Celin, encontrados carbonizados dentro de uma caminhonete entre os municípios de Ponta Porã e Caracol.

Segundo a denúncia, o crime teria sido encomendado como forma de vingança pelo desaparecimento de Daniel Alvarez Georges, filho de Fahd, sumido desde 2011 e declarado morto em 2019, embora o corpo nunca tenha sido localizado. As investigações apontam que o duplo assassinato teria sido executado como retaliação direta.

 

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