Designer italiano querido por gerações de estrelas de cinema é um dos principais nomes da moda mundial
O vermelho ganhou identidade, nome e status de ícone nas mãos de Valentino Garavani. Criador de uma das assinaturas mais reconhecidas da alta-costura mundial, o estilista italiano morreu nesta segunda-feira (19), aos 93 anos, em Roma, deixando um legado marcado por elegância, precisão e glamour atemporal.
Símbolo de sua estética, o chamado vermelho Valentino atravessou passarelas, tapetes vermelhos e décadas como expressão máxima de sofisticação. Mais do que uma cor, tornou-se linguagem, presença constante em coleções que vestiram a alta sociedade e transformaram o luxo em algo silencioso, porém inesquecível.
A morte foi confirmada pela fundação que leva seu nome. Em nota, a instituição destacou que Valentino “foi uma fonte de luz, criatividade e visão”, ressaltando sua influência muito além do universo da moda.
O velório será realizado na sede da Fundação Valentino, em Roma, na quarta (21) e quinta-feira (22). O funeral está marcado para sexta-feira (23), na Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, na Piazza della Repubblica.
Valentino assinou looks para algumas das mulheres mais emblemáticas do século 20 e início do 21. Jacqueline Kennedy, Elizabeth Taylor, Sophia Loren, Julia Roberts e a rainha Rania da Jordânia estão entre as personalidades que encontraram em suas criações uma combinação rara de conforto, beleza e poder. No Oscar de 2001, Julia Roberts eternizou essa relação ao receber a estatueta de melhor atriz usando um vestido vintage criado por ele.
Distante de excessos e tendências passageiras, o estilista construiu uma carreira sólida baseada em cortes impecáveis e detalhes delicados. Laços, rendas, babados e bordados apareciam como extensões naturais de sua visão feminina e refinada, sempre pensada para valorizar quem vestia suas peças.
Nascido em 11 de maio de 1932, em Voghera, no norte da Itália, Valentino cresceu cercado por referências artísticas e descobriu ainda na infância, por meio do cinema, sua paixão pela estética e pelo vestir. Estudou moda em Milão e Paris, trabalhou com Jean Dessès e Guy Laroche, até fundar sua própria maison em 1959, na Via Condotti, em Roma.
Entre palácios, obras de arte, jardins exuberantes e uma vida dedicada à beleza, Valentino Garavani transformou o vestir em arte. E deixou ao mundo um legado que segue vivo especialmente quando o vermelho é escolhido.
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