Fim da escala 6×1 pode gerar milhares de empregos em MS

Emprego
Foto: Divulgação

Em todo o Brasil a projeção já atinge mais de 4 milhões de novas vagas no mercado de trabalho

Como uma das prioridades do Governo Federal em 2026, o fim da escala 6×1 caminha para sua aprovação. Com pequenos progressos no senado, a proposta que tramita desde o fim de 2024, recebeu apoio do Presidente Lula que afirmou que caso a proposta chegue até o supremo será aprovada.

A redução da jornada e a reorganização das escalas podem ampliar a produtividade, estimular o consumo e criar milhões de novos postos de trabalho. É o que aponta a economista e pesquisadora Marilane Teixeira, do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), que é uma das autorias de um estudo que vai além da escala 5×2 – cinco dias de trabalho e dois de descanso- e analisa os impactos do regime 4×3 — quatro dias de trabalho e três de descanso.

Um estudo realizado em parceria com os centros sindicais de economia e trabalho, mostram que caso a PL seja aprovada, a mudança geraria mais de 4 milhões de novos postos de trabalho, aumentando a produtividade das empresas em 4,5%, caso a jornada fosse reduzida para 36 horas semanais. Além disso, a medida movimenta a economia, injetando quase 100 milhões de reais mensalmente no setor empresarial, a estimativa de especialistas é que o fomento chegue também à realidade de Mato Grosso do Sul.

Para Bianca Cavalcanti, professora da cidade de Corumbá, o fim da escala 6×1 ajuda o funcionário e o empresário.”Funcionário que trabalha contente com a empresa e descansado produz mais. Evita atestados médicos, além de reduzir diversos problemas psicológicos que a carga de trabalho excessiva gera no colaborador” afirma a professora.

Bianca acredita que a medida gera qualidade de vida para o funcionário que poderá usar o tempo livre para capacitação profissional. “Bem estar, qualidade de vida, podendo também usar o tempo “livre” para capacitação profissional ou estudos que serão utilizados na empresa, de qualquer forma” relata.

Barreiras
Em contrapartida, o setor empresarial critica a proposta, que enxerga a possibilidade de perdas de lucros e a necessidade de contratação de novos funcionários, para suprir as lacunas que seriam abertas caso entre em vigor. Entre os argumentos utilizados pela classe, empresários acreditam que menos horas de trabalho levariam à estagnação econômica e seria prejudicial à saúde financeira das empresas.

Apesar do apoio do presidente Lula e de 71% da população brasileira, a maioria dos deputados ainda se posiciona contra o fim da escala 6×1. O estudo afirma que o principal obstáculo não é econômico, mas sim político. Enquanto o impasse continua no Congresso, cresce a pressão social por uma mudança que promete reorganizar o tempo de trabalho, mas redefinir a relação entre produção, bem-estar e desenvolvimento no Brasil.

Para Anthony Galeano, funcionário que segue a escala 6×1, a mudança seria um marco para a classe trabalhista no Brasil. “Isso marca um grande passo a favor do trabalhador que durante muito tempo foi refém do trabalho”. afirma Anthony.

Ele, que atua no setor de comércio, afirma que a medida evitaria problemas entre funcionário e empresários. “Com isso, a gente não precisaria faltar ou se ausentar do trabalho para resolver problemas pessoais. Ter um dia para isso ajudaria a concentrar no trabalho” conta o vendedor.

Enquanto aguardam a decisão do senado, trabalhadores almejam a aprovação da PL que deve impactar a vida dos trabalhadores de carteira assinada e dos empresários.

Por Ian Netto

 

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