Vigilância Sanitária colhe amostras de fórmula infantil em Dourados

Foto: divulgação/Vigilância Sanitária
Foto: divulgação/Vigilância Sanitária

Após uma criança de dois meses ser internada por suspeita de intoxicação após ingerir fórmula que sofreu recall pela fabricante por ser imprópria para consumo, a Vigilância Sanitária de Dourados, onde o caso aconteceu, realizou, na quarta-feira (14), a coleta de uma amostra que pode confirmar ou não que o estado de saúde da menina tem relação ou não com o produto.

A amostra será avaliada pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. O caso é monitorado pelas Vigilância Sanitária e Epidemiológica.

De acordo com o Dourados News, a fiscalização foi reforçada na cidade a fim de retirar das prateleiras todos os produtos com os lotes impróprios informados pela Nestlé no dia 7 de janeiro. Entre o dia 12 e 13 foram inspecionadas 23 empresas que vendem fórmulas lácteas, no entanto, apenas em um foi encontrado uma das marcas que sofreu recall. O supermercado foi orientado a retirar o produto da gôndola.

Ainda de acordo com o noticiário de Dourados, a fabricante disse que não recebeu notificação de intoxicação por seus canais oficiais, mas “segue empenhada em atender todos os contatos recebidos, tratando cada caso de forma individual, em conformidade com seus processos internos e políticas de atendimento. A segurança e o bem-estar dos bebês permanecem como principal prioridade”.

O que diz a SES

Em nota, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) informou que os municípios foram notificados para realizar fiscalização e retirada dos lotes suspeitos de conterem toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Embora, a notificação seja do dia 7, todas os estabelecimentos seguem reforçando a verificação dos lotes a fim de evitar casos de intoxicação.

“Em Dourados, o caso está sendo acompanhado com o apoio da Vigilância Sanitária municipal. Até o momento, não é possível estabelecer relação causal entre o quadro clínico da criança e o consumo do produto ou do lote investigado”, finalizou a SES.

 

Por Ana Clara Julião

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

 

Leia mais

Primeira cirurgia com polilaminina no Estado é adiada

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *