Ocorrência foi registrada no Residencial Reinaldo Busanelli 2; moradores questionam versão policial
Roger Costa Gonçalves, de 31 anos, morreu nesta quarta-feira (14) em um confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no Residencial Reinaldo Busanelli 2, em Campo Grande.
De acordo com informações da polícia, durante a ação foram encontradas drogas no local, entre elas maconha e cocaína. Roger utilizava tornozeleira eletrônica e estava em regime aberto. Ele respondia por tráfico de drogas, associação criminosa e outras condutas afins, além de ter registros por integrar organização criminosa.
Em anos anteriores, segundo registros policiais, Roger teria sido responsável pela captação e distribuição de celulares para integrantes de facção criminosa presos em Campo Grande.
A versão de confronto é questionada por moradores do residencial. Testemunhas relataram que os disparos ocorreram de forma rápida e contínua. “Eu ouvi o primeiro barulho e achei que fosse bombinha. Logo depois foram vários tiros, um atrás do outro. Não deu tempo de reagir. Não dá pra dizer que foi confronto”, afirmou uma moradora.
Moradores também afirmaram que os policiais acessaram o residencial após conversa na portaria e que, após a ocorrência, ninguém foi autorizado a subir até o apartamento. “Não deixaram ninguém subir, nem a mãe dele. Só a perícia ficou lá em cima”, disse uma testemunha.
Vizinhos relataram que Roger morava no local havia algum tempo e que não era visto como uma pessoa problemática. “Ele não mexia com a vida de ninguém aqui, tratava todo mundo bem. Não discutia, não falava alto, era tranquilo”, afirmou uma moradora.
A Polícia Militar informou que o caso será apurado e que as circunstâncias do confronto seguem sob investigação.
Por Biel Gill e Geane Beserra
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