PMA apreendeu quase 340 kg de pescado e 135 petrechos na Bacia do Rio Paraguai
Com mais de mil abordagens a pessoas, 8,3 mil quilômetros percorridos em patrulhamento e R$ 51.168,00 em multas aplicadas, a Operação Piracema 2025 intensificou o combate à pesca ilegal na Bacia do Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul. O balanço parcial, divulgado pelo 1º BPMA (1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental), reúne os dados até esta segunda-feira (12) e mostra o alcance da fiscalização no período mais sensível para a reprodução dos peixes.
Desde o início da operação, em 5 de novembro, foram realizadas 1.032 orientações e abordagens a pessoas, 682 abordagens a veículos e 103 pontos de bloqueio, em ações terrestres e fluviais que alcançaram rios, margens, deques, barrancos, estradas rurais, rodovias e áreas urbanas ligadas à cadeia do pescado.
A Piracema – período em que os peixes migram para reprodução – vai até 28 de fevereiro. Durante esse intervalo, a pesca, o transporte e a comercialização de pescado são proibidos, salvo exceções previstas em lei. A restrição existe justamente para proteger os estoques pesqueiros e garantir a manutenção dos ecossistemas aquáticos.
Para garantir o cumprimento da legislação, as equipes do 1º BPMA já percorreram 8.341 quilômetros, sendo 8.063 km em patrulhamento terrestre e 278 km em patrulhamento aquático, inclusive em áreas de difícil acesso tradicionalmente utilizadas para a pesca irregular.
Multas, apreensões e repressão
Até o momento, a fiscalização resultou na lavratura de 13 autos de infração ambiental, com aplicação de R$ 51.168,00 em multas. Além das penalidades financeiras, os infratores estão sujeitos à apreensão de pescado, petrechos e embarcações, além de outras sanções administrativas.
Durante a operação, foram apreendidos 339,73 quilos de pescado e fiscalizados 3.202,30 quilos. O pescado considerado próprio para consumo é destinado a instituições assistenciais; quando impróprio, recebe descarte ambientalmente adequado.
A retirada de equipamentos ilegais também é parte central da estratégia: 135 petrechos de pesca já foram apreendidos, entre linhas, anzóis, redes, carretilhas, jambobos e outros instrumentos usados na prática irregular.
Fiscalização na cadeia comercial
As ações não se restringem aos rios. A Polícia Militar Ambiental também fiscalizou 78 estabelecimentos, como pesqueiros, pousadas e peixarias, para verificar a regularidade dos estoques, a documentação de origem do pescado e o cumprimento das regras do período de defeso, combatendo a comercialização ilegal.
A corporação reforça que a Operação Piracema segue em andamento até 28 de fevereiro, com ações contínuas de fiscalização, orientação e repressão, tanto para coibir infrações quanto para conscientizar pescadores, moradores ribeirinhos e turistas sobre a importância da preservação ambiental.
A expectativa é que o reforço no policiamento durante o período de reprodução contribua para a sustentabilidade da pesca e para a manutenção dos recursos naturais no Estado, reduzindo os impactos da pesca predatória e garantindo a reposição natural das espécies.
Por Suelen Morales