Volta às aulas aquece comércio e impulsiona contratações temporárias em Campo Grande

Foto: Roberta Martins
Foto: Roberta Martins

Segundo comerciantes, consumidores têm optado por realizar as compras pessoalmente nesse início de ano

Com a proximidade do início do ano letivo, o comércio central de Campo Grande volta a ganhar fôlego impulsionado pela procura por materiais escolares. Papelarias e lojas especializadas registram aumento no fluxo de clientes, ainda que de forma mais distribuída ao longo do período, refletindo mudanças no comportamento do consumidor e novas formas de organização das famílias diante do orçamento apertado no começo do ano.

Na Mateplas, localizada na região da Dom Aquino, o gerente Alexander Matos explica que, diferentemente de anos anteriores, o movimento tem ocorrido de maneira mais gradual. “O aumento está bem mais diluído. Ainda temos praticamente um mês inteiro para o pessoal vir fazer as compras, inclusive com o início de fevereiro. Os clientes estão mais tranquilos em relação à volta às aulas”, avalia.

Mesmo com esse movimento mais distribuído, a demanda foi suficiente para reforçar a equipe. Segundo Alexander, a loja já conta com funcionários efetivados e também contratou temporários para atender o período de maior procura. “A gente já trabalha com a intenção de efetivar uma equipe maior, mas também tem temporários para esse período de dois a três meses”, afirma, destacando a importância da data para a geração de empregos no setor.

“No piso da loja”
Outro ponto que chama atenção neste início de ano é a preferência do consumidor pelo atendimento presencial. Embora as vendas por WhatsApp, redes sociais e outros canais digitais sejam constantes ao longo do ano, neste período específico os clientes optam por ir até a loja. “Durante o ano, a procura por WhatsApp é bem firme. Já nesse começo, o cliente gosta de estar no piso da loja, escolher o material, ver a qualidade, as marcas e as novidades”, explica o gerente. Segundo ele, a procura online chega até a diminuir, inclusive por conta da alta demanda presencial.

Do lado dos consumidores, a organização financeira tem sido fundamental para enfrentar um dos meses mais caros do ano. A fisioterapeuta Mariana Loosli conta que, em casa, a estratégia foi pesquisar preços antes de comprar.

“Compramos o material escolar após uma pesquisa por WhatsApp em algumas livrarias e usamos o décimo terceiro para diminuir um pouco os custos de janeiro, que são altos”, relata. Mãe de dois filhos em idade escolar, ela afirma que parte do material será reaproveitada. “Optei pela loja onde o preço saiu mais barato, porque são dois filhos que vão para a escola”, completa.

A combinação entre pesquisa de preços, reaproveitamento de materiais e escolha criteriosa dos estabelecimentos reflete uma postura mais consciente das famílias, ao mesmo tempo em que mantém o comércio aquecido. Para os lojistas, a expectativa é positiva, com a esperança de que o movimento se mantenha ao longo das próximas semanas, equilibrando faturamento, geração de empregos e adaptação às novas formas de consumo.

Por Gustavo Nascimento

 

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