Zema nega possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirma pré-candidatura à Presidência

Romeu Zema (Novo-MG), no evento onde anunciou sua pré-candidatura à presidência no sábado (16) - Foto: reprodução/redes sociais
Romeu Zema (Novo-MG), no evento onde anunciou sua pré-candidatura à presidência no sábado (16) - Foto: reprodução/redes sociais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou nessa segunda-feira (12) que pretenda disputar a eleição presidencial de 2026 como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita após o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, afirmar que Zema seria o “melhor nome” para compor uma chapa com o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu sou pré-candidato à Presidência, como já foi anunciado no ano passado, e continuo com a pré-candidatura até o final”, afirmou Zema durante agenda oficial em Minas Gerais, rechaçando qualquer possibilidade de integrar outra composição eleitoral.

Ao comentar o cenário político, Ciro Nogueira elogiou o perfil administrativo do governador mineiro e avaliou que ele poderia funcionar como contraponto às críticas dirigidas a Flávio Bolsonaro. “O melhor vice, na minha opinião, seria o Zema, por ter entregas e experiência. Acho que esta eleição será decidida no Sudeste”, declarou o dirigente do PP.

Apesar do elogio, Ciro ponderou que não há certeza se Zema agregaria votos à chapa e aproveitou para criticar a escolha do general Braga Netto como vice de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Segundo ele, a senadora Tereza Cristina teria sido uma opção mais adequada naquele pleito.

Em agosto do ano passado, o Partido Novo oficializou o nome de Romeu Zema como pré-candidato à Presidência da República em 2026. Durante o evento de lançamento, realizado em São Paulo, o governador fez críticas diretas ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, acusando-o de promover “abusos e perseguições”.

Na ocasião, Zema afirmou que as próximas eleições seriam decisivas para o futuro do país e defendeu o enfrentamento ao que chamou de lulismo, além de críticas ao que classificou como “parasitas do Estado” e ao avanço de facções criminosas.

 

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