Bolsonaro recebe atendimento médico na PF após crise de soluços evoluir para azia

Foto: reprodução
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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu atendimento médico no domingo (11) na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. A informação foi divulgada por seu filho, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, que relatou agravamento no quadro de saúde do pai.

Segundo Carlos, crises persistentes de soluço evoluíram para um quadro de azia constante, o que estaria dificultando a alimentação e o sono do ex-presidente. Ele também afirmou que Bolsonaro apresenta abalo psicológico, agravado pelo isolamento durante o cumprimento da pena.

Diante da situação, a defesa protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF (Supremo Tribunal Federal). De acordo com Carlos Bolsonaro, o requerimento ainda não havia sido analisado até a última atualização.

No início da semana, Bolsonaro sofreu uma queda durante a madrugada na Superintendência da PF, após uma crise de saúde, e bateu a cabeça em um móvel. À época, ele foi diagnosticado com traumatismo craniano leve e apresentou sintomas como tontura, desequilíbrio e oscilação de memória.

No fim de dezembro, o ex-presidente já havia sido submetido a procedimentos médicos para tentar conter os soluços, incluindo o reforço no bloqueio do nervo frênico. O cirurgião geral Claudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico, explicou que o procedimento não é definitivo, funcionando apenas como uma prova terapêutica.

A situação também foi comentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou, na sexta-feira (9), que o ex-presidente tem apresentado tonturas e perda de equilíbrio ao se levantar. A declaração foi feita nas redes sociais, quatro dias após a queda registrada na unidade policial.

Michelle atribuiu o quadro aos efeitos de medicações e demonstrou preocupação com a possibilidade de novos acidentes. Ela criticou o fato de Bolsonaro permanecer trancado no quarto onde está detido e afirmou que, anteriormente, quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta.

“Estamos avisando: as autoridades estão cientes dos riscos reais de morte que meu marido corre ao permanecer 24 horas trancado em um quarto, apresentando tontura em decorrência dos efeitos das medicações. A integridade física dele é responsabilidade do Estado”, escreveu.

As condições de saúde do ex-presidente e os pedidos da defesa seguem sob análise das autoridades competentes.

 

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