IPCA fecha 2025 e, 4,26% e registra menor inflação oficial desde 2018

Trata-se do quinto menor resultado da série histórica desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Trata-se do quinto menor resultado da série histórica desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Resultado fica abaixo do teto da meta e representa o quinto menor índice desde o Plano Real, segundo o IBGE

A inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acumulou alta de 4,26% em 2025. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é o menor desde 2018, quando o índice ficou em 3,75%, e representa o quinto menor patamar da série histórica iniciada com o Plano Real, há 31 anos.

Antes de 2025, apenas os anos de 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%) registraram inflação inferior à observada no ano passado. O índice de 2025 também ficou 0,57 ponto percentual abaixo do IPCA de 2024, que havia encerrado o ano em 4,83%, e permaneceu abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em dezembro, o IPCA foi de 0,33%, acima da taxa registrada em novembro, de 0,18%, mas abaixo do índice de dezembro de 2024, quando a inflação mensal foi de 0,52%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o resultado por meio da rede social X. “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”, afirmou.

Entre os grupos de maior peso no índice, Alimentação e bebidas apresentou desaceleração expressiva ao longo de 2025. Após registrar alta de 7,69% em 2024, o grupo fechou o ano passado com variação de 2,95%. O principal fator foi a alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. De junho a novembro, esse subgrupo acumulou queda de 2,69%, enquanto nos demais meses do ano a alta foi de 4,23%.

A energia elétrica residencial exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025. Entre os 377 subitens considerados no cálculo do IPCA, o item acumulou alta de 12,31% no ano e impacto de 0,48 ponto percentual no índice geral. Na sequência, os maiores impactos vieram dos cursos regulares, com 0,29 ponto percentual e variação de 6,54%; plano de saúde, com 0,26 ponto percentual e 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 ponto percentual e 6,06%; e lanche, com impacto de 0,21 ponto percentual e alta de 11,35%.

O grupo Habitação também teve papel relevante no resultado anual. Em 2025, a variação foi de 6,79%, acima dos 3,06% registrados em 2024, com impacto de 1,02 ponto percentual no índice acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 ponto percentual. Educação registrou alta de 6,22% e impacto de 0,37 ponto percentual; Despesas pessoais, 5,87% e 0,60 ponto percentual; e Saúde e cuidados pessoais, 5,59% e 0,75 ponto percentual. Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% do resultado de 2025.

O IPCA mede o custo de vida de famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa acompanha preços de 377 subitens, entre produtos e serviços, coletados em dez regiões metropolitanas do país, além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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