Governos classificam ofensiva como agressão armada e violação da soberania; aliados pedem atuação da ONU e prova de vida de Maduro
A ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, gerou reações de governos aliados ao país sul-americano neste sábado (3). Cuba, Irã e Rússia condenaram o ataque e pediram uma resposta urgente da comunidade internacional.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que classificou como um “ataque criminoso” dos Estados Unidos e afirmou que a estabilidade regional está ameaçada. A declaração foi feita por meio das redes sociais.
“Nossa #ZonaDePaz está sendo brutalmente atacada”, escreveu Díaz-Canel.
“Terrorismo de estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se manifestou e condenou os bombardeios realizados contra Caracas e outras localidades do país.
“Os bombardeios e atos de guerra contra Caracas e outras localidades do país são atos covardes contra uma nação que não atacou os EUA nem qualquer outro país”, afirmou.
Na mesma linha, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, pediu mobilização internacional diante da escalada militar.
“Os ataques contra Caracas e outras localidades exigem a mobilização urgente da comunidade internacional para defender a América Latina e o Caribe como uma Zona de Paz”, publicou.
O governo venezuelano confirmou uma agressão militar considerada “muito grave”, com alvos civis e militares nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira e na capital, Caracas. Em resposta, as autoridades anunciaram o desdobramento imediato do Comando de Defesa Integral da Nação e de órgãos de defesa em todo o país.
Também neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, classificando a ação como “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”. A manifestação foi divulgada em comunicado do chanceler Abas Araghchi.
Aliado do governo venezuelano, o Irã pediu que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os envolvidos.
A Rússia também se manifestou. Em comunicado divulgado neste sábado (3), o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou estar “profundamente preocupado” e condenou o que chamou de “ato de agressão armada” cometido pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
“Na situação atual, é importante… evitar uma nova escalada e se concentrar em encontrar uma saída para a situação por meio do diálogo”, declarou o ministério.
O ataque foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro e o retiraram do país. Diante do anúncio, o vice-presidente da Venezuela exigiu dos Estados Unidos a apresentação de prova de vida do chefe de Estado.
*Com informações da Agência Brasil
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