Projeto que completa 15 anos, Museu do Videogame retorna à Capital com reúnem atrações como experiências imersivas, torneios, e cosplay

O universo dos videogames volta a ocupar espaço em Campo Grande logo no início do ano com o retorno do Museu do Videogame Itinerante, uma das exposições interativas mais populares do país. No Shopping Bosque dos Ipês, a edição especial celebra os 15 anos do projeto, e deve atrair públicos de diferentes gerações.

A mostra será aberta ao público a partir do próximo sábado (10), com encerramento previsto para 1º de fevereiro. Com entrada gratuita, terá permanência ampliada na capital: serão 23 dias de atividades. Criado em Mato Grosso do Sul, em 2011, o museu retorna à cidade onde nasceu para marcar sua trajetória e o reconhecimento alcançado em âmbito nacional.

Ao longo dos anos, o Museu do Videogame Itinerante se consolidou como um dos maiores projetos culturais do segmento no Brasil, passando por 19 estados e recebendo aproximadamente 5 milhões de visitantes anualmente. A exposição reúne pelo menos cinco décadas da história dos jogos eletrônicos e oferece ao público a chance de jogar em consoles clássicos e modernos, além de participar de campeonatos, vivenciar experiências imersivas e interagir com atrações que marcaram época.

Para o Jornal O Estado, o curador do museu, Cleidson Lima, explica que a edição de 2026 vai reunir 54 anos da história dos videogames, do Odyssey de 1972 até os consoles atuais. Segundo ele, o diferencial do projeto está no caráter interativo da exposição.

“O museu não é feito só para contemplar, é para jogar. A gente traz desde o primeiro videogame do mundo até os mais modernos, passando por clássicos como Atari, Nintendinho, Mega Drive, Super Nintendo, PlayStation, Xbox e também consoles raros como Neo Geo, 3DO, Sega Saturn e Dreamcast. É um verdadeiro passeio por todas as décadas da evolução dos videogames”, afirma.

Para todas gerações

Além de uma exposição histórica, o público poderá jogar em dezenas de consoles clássicos e atuais, participar de torneios, experimentar tecnologias imersivas e interagir com atrações que marcaram gerações. Entre as relíquias raras estão o Magnavox Odyssey (1972), primeiro console do mundo; o Atari Pong (1976); o Fairchild Channel F (1976), primeiro a usar cartuchos; o Telejogo Philco-Ford (1977), primeiro videogame fabricado no Brasil; o Microvision (1979), primeiro portátil com cartucho; o Vectrex (1982), com monitor próprio; o R.O.B (1985), robô do Nintendo 8 bits; e o Nintendo Virtual Boy (1995), pioneiro em jogos 3D.

Segundo Cleidson , a proposta é permitir que o visitante conheça e vivencie a evolução dos videogames jogando. Estão disponíveis para o público consoles como Atari 2600, Nintendinho, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, Neo Geo, Nintendo 64, Game Cube, Dreamcast, Xbox, PlayStation 1 e PlayStation 2, além das áreas dedicadas às novas gerações, com PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e simuladores de corrida com cockpits realistas.

Outras atrações

A edição 2026 promete atrações ainda mais diversificadas e interativas. Concursos de cosplay e encontros de K-Pop, que tradicionalmente atraem grandes públicos e consolidam o evento como um ponto de encontro para fãs de cultura pop e jogos eletrônicos. Outra atração especial é o Videogame Concert, em que músicos executam temas clássicos de games com arranjos de cordas, aproximando o universo dos jogos ao da música clássica.

O museu reforça a programação de torneios e competições, com aproximadamente 20 disputas de diferentes jogos. Os visitantes poderão participar de desafios em consoles modernos e também em máquinas de arcade antigas, revivendo clássicos do fliperama. Um destaque é o torneio de Just Dance 2026, que terá início no primeiro dia da exposição, com seletivas, e será encerrado com a grande final no penúltimo dia do evento.

Para Cleidson Lima, a edição deste ano é uma oportunidade de ampliar a experiência interativa:
“Este ano vamos não só trazer novas atrações, mas também melhorar algumas que são ícones do museu. Agora são 23 dias de muita diversão, então não vai ter desculpa de que estava viajando ou ocupado. Todos os dias terão muitas atrações e consoles para jogar. E o melhor: é totalmente gratuito, qualquer pessoa pode aproveitar todas as experiências sem pagar nada”, afirma.

Logística é ‘level’ à parte

Cleidson explica que a edição de 2026 é especial: “Estamos comemorando 15 anos do museu e, neste ano, nosso acervo chega a 500 consoles, desde o Odyssey de 1972 até o Nintendo Switch 2, lançado recentemente. É incrível poder ampliar cada vez mais o museu e permitir que as pessoas tenham contato com mais de 50 anos de história dos videogames”, destaca.
A organização e a logística do Museu do Videogame Itinerante são parte fundamental para a exposição. Em espaço de 800 metros quadrados, a equipe precisa garantir que centenas de consoles (entre históricos e modernos) cheguem ao destino intactos e prontos para uso. O transporte é realizado por uma das maiores carretas baú do Brasil. Ao chegar em cada cidade, a equipe realiza a descarga e a montagem de todo o material, adaptando a exposição ao espaço disponível e ao público local.

História contada em jogos

Desde o surgimento do Magnavox Odyssey, em 1972 (considerado o primeiro console doméstico da história a partir da criação de Ralph Baer) os videogames passaram por uma evolução acelerada, acompanhando os avanços tecnológicos de cada época. Ao longo das décadas seguintes, a indústria se expandiu e ganhou força com a popularização promovida pela Atari nos anos 1970 e, mais tarde, com a consolidação de marcas como Sega e Nintendo, que dominaram os anos 1980 e 1990 e ajudaram a transformar os jogos eletrônicos em parte da cultura pop mundial.

A indústria atingiu novo patamar a partir da década de 1990, com o lançamento do PlayStation pela Sony, em 1994, marco que redefiniu padrões ao introduzir mídias em CD, controles mais sofisticados e títulos que se tornaram referência. Essa trajetória é o eixo central da proposta do Museu do Videogame Itinerante, que reúne consoles históricos e modelos raros para apresentar ao público a evolução completa dos games, do surgimento às plataformas contemporâneas.

Serviço: A exposição será realizada no Shopping Bosque dos Ipês, localizado na Avenida Cônsul Assaf Trad, 4796, no bairro Novos Estados, em Campo Grande.

Amanda Ferreira 

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