Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra reação firme da ONU

Imagem ilustrativa - Foto: Sérgio Lima/Poder360
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Presidente brasileiro classificou ação militar como violação grave da soberania venezuelana e alertou para riscos à estabilidade internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em declaração pública, Lula condenou a ofensiva militar e defendeu uma resposta contundente da ONU (Organização das Nações Unidas).

Por meio das redes sociais, o presidente afirmou que a ação ultrapassa limites do direito internacional e representa um risco para a ordem global. Segundo Lula, os ataques e a captura do chefe de Estado venezuelano configuram uma afronta direta à soberania do país.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula.

Na avaliação do presidente brasileiro, a posição adotada pelo Brasil segue a mesma linha de condenação ao uso da força em conflitos recentes em outras regiões do mundo. Ele também comparou a ofensiva a episódios históricos de interferência externa na América Latina e no Caribe.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”

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