Estratégia inclui retirada imediata dos enfeites após o dia 25, renovação de produtos e início das vendas de mochilas, cadernos e itens escolares ainda em dezembro
Poucos dias após o Natal, o comércio já vive um novo ritmo. Em Campo Grande, lojas especializadas em decoração e utilidades domésticas começaram a retirar os enfeites natalinos das prateleiras para abrir espaço a produtos da nova estação e, em alguns casos, antecipar a chegada dos artigos de volta às aulas. A mudança reflete um comportamento cada vez mais ágil do consumidor e a necessidade de renovação constante do estoque.
Na Kochi Presentes, a transição começou ainda antes do fim de dezembro. Segundo a gerente Rosemary, a tradicional promoção de Natal da loja teve início no dia 15 de dezembro, cerca de dez dias antes da data comemorativa. “Já é uma tradição nossa. Os clientes aproveitam bastante porque o desconto compensa, ainda dá tempo de usar e também de guardar para o ano seguinte”, explica.
A estratégia, além de atrair consumidores, tem um objetivo claro: liberar espaço para novidades. “A intenção é justamente essa, porque estamos sempre buscando novos produtos. Este ano, inclusive, continuamos vendendo até depois do Natal, como árvores prontas e já decoradas”, destaca Rosemary.
Com parte da loja já livre dos itens natalinos, o foco agora é manter o interesse do cliente. “Hoje em dia o consumo mudou muito, a gente precisa ser rápido e gerar desejo de renovação. Sai a árvore de Natal, a casa fica ‘vazia’, então já oferecemos uma planta para ocupar esse espaço. Também buscamos produtos com ótimos preços agora em janeiro”, completa.
Saí Natal, entra material escolar
Situação semelhante ocorre na Loja G, da Avenida Afonso Pena. De acordo com o gerente Pedro, a retirada dos produtos de Natal acontece praticamente de forma imediata. “Passou o Natal no dia 24, no dia 26 a gente já começa a retirar tudo da área de venda. O produto sai da oferta, é encaixotado e, aos poucos, a gente começa a abastecer a loja com material escolar”, afirma.
Segundo ele, a procura pelos itens de volta às aulas já começa nesse período. “Já vende mochila, caderno, lápis, borracha. A gente vai repondo tanto o que vende quanto trazendo os produtos escolares”, comenta sobre o cenário de vendas.
Pedro também revela que houve procura por promoções de itens natalinos após o Natal, o que gerou uma reflexão interna. “O pessoal chegou a procurar. Levamos a ideia para a diretoria para, no próximo ano, fazer uma ação forte de queima de estoque nos dias 26 e 27, por exemplo, para atrair esses clientes”, relata.
A movimentação mostra que, para o varejo, o calendário comercial não para. Mal o Natal termina, e as vitrines já apontam para novos ciclos de consumo, seja com a renovação da decoração da casa, seja com os preparativos antecipados para o início do ano letivo de 2026.
Gustavo Nascimento
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