Secretário recusa pedido de recurso e convoca 2ª ganhadora do leilão

O leilão para concessão da Rota da Celulose ocorreu no dia 8 de maio - Foto:  Saul Schramm
O leilão para concessão da Rota da Celulose ocorreu no dia 8 de maio - Foto: Saul Schramm

Consórcio Caminhos da Celulose deve apresentar documentos em 3 de setembro

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme de Carvalho confirmou nesta quarta-feira (27) a decisão do EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) de definir como inabilitada a K&G Rota da Celulose na concessão de rodovias estaduais e federais no Estado. Conforme publicação no Diário Oficial do Estado, o pedido de recurso não foi aceito.

Dando esperanças à segunda ganhadora do leilão (Consórcio Caminhos da Celulose) que deve ser chamada nos próximos dias. O envelope contendo os documentos de habilitação, da segunda colocada, deverá ser entregue no dia 3 de setembro de 2025, das 14h às 16h, na sede da B3, localizada na Rua XV de Novembro, nº 275, Centro, São Paulo/SP.

Como já divulgado pelo jornal O Estado, no dia 11 de agosto o Consórcio K&G, liderado pela K-Infra, entrou com pedido de recurso administrativo contra a decisão de inabilitação.

Com mais esse desdobramento, as chances de novos recursos da K&G são consideradas mínimas, excluindo sua participação na Rota da Celulose. Ainda sem data, a CEL (Comissão Especial de Licitação) deve convocar o Consórcio Caminhos da Celulose para apresentar documentos de Habilitação na sede da B3 (Bolsa de Valores) em São Paulo.

Cabe lembrar que o Consórcio Caminhos da Celulose propôs um desconto de 8% na tarifa de pedágio, valor que representa aporte de R$195.619.568,80. Já o então vencedor na época, o consórcio K&G ofereceu um desconto de 9% na tarifa de pedágio e aporte de R$217,3 milhões.

A Rota da Celulose é um projeto de concessão dos serviços públicos, contempla a recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade do sistema rodoviário composto pelos trechos das MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267.

Batida do martelo e reviravoltas

O leilão para concessão da Rota da Celulose ocorreu no dia 8 de maio. Os concorrentes BTG Pactual Infraestrutura, consórcio Caminhos da Celulose (liderado pela empresa XP Infra), Rotas do Brasil S/A e o consórcio K&G Rota da Celulose participaram da disputa. O leilão foi vencido pelo consórcio K&G.

De lá pra cá, ocorreram vários episódios que deixaram o projeto sem um ganhador definitivo. A Consórcio Caminhos da Celulose alegou que a ganhadora não era habilitada para assumir o projeto das rodovias, dando como exemplo a administração do Grupo K-Infra na BR-393 no Rio de Janeiro. No início de junho, o governo federal declarou a caducidade da concessão na rodovia do Rio alegando “reiterados descumprimentos contratuais pela K-Infra, incluindo falhas estruturais, atrasos nas obras e deficiências na manutenção”.

As rodovias da Rota da Celulose prevê investimentos de R$ 6,9 bilhões ao longo de 30 anos, incluindo duplicação de 146 quilômetros e implantação de praças de pedágio em oito municípios estratégicos para o escoamento da produção de celulose do Estado.

Ao longo das margens das rodovias serão instalados três Postos de Parada e Descanso (PPD). Um posto em cada uma das principais rodovias (MS-040, BR-262 e BR-267) com infraestrutura necessária para proporcionar descanso seguro aos motoristas profissionais de transporte rodoviário de cargas e passageiros.

Os postos serão locais onde os caminhoneiros poderão fazer refeições, realizar higiene pessoal ou mesmo descansar depois de muitas horas de trabalho. Essa medida visa promover a segurança nas estradas, reduzir a fadiga dos motoristas, prevenir acidentes e garantir condições adequadas de repouso.

 

Suzi Jarde

 

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