26 fevereiro 2021, 18:34
VALENTIN-MANIERI

Após um ano “livre”, estacionamento na 14 de Julho voltará a ser cobrado

Via ficou sem parquímetros após revitalização concluída em 2019

Após a revitalização da Rua 14 de Julho, poucas vagas de estacionamento restaram na principal via do Centro e aquelas que ficaram na via deixaram de cobrar. No entanto, a FlexPark retomará as cobranças no mês de março com uma novidade: a rua será a primeira da cidade a contar com recarga de tempo por meio do aplicativo.

De acordo com o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine de Lima Bruno, a retomada da cobrança ocorreu após a empresa modernizar seu sistema, seguindo o planejado para a região central do município. Aposentando de vez os parquímetros, agora a FlexPark conta com um aplicativo que contém todas as operações, incluindo as recargas.

O dia em que o serviço voltará a ser cobrado ainda não foi definido, mas uma reunião com a FlexPark sobre o tema está agendada para esta semana. “No centro, uma série de ações para modernização que vem sendo realizada pela FlexPark há alguns anos. Com a disponibilização do aplicativo e mantendo o auxílio ao usuário durante todo esse processo de adaptação. Em março, primeiro será retomada a cobrança na Rua 14 de Julho e, após isso, a FlexPark ainda terá que cumprir o planejamento para retirada dos parquímetros”, pontuou.

O fim da cobrança se deu após a conclusão da revitalização da via, que foi entregue em 2019. Com a retirada dos parquímetros, a prefeitura fez um pedido para que o sistema fosse modernizado, o que vem ocorrendo desde então. Atualmente, o aplicativo disponibilizado pela FlexPark é a principal forma de acesso às vagas.

Com a obra de revitalização, a 14 de Julho perdeu parte do estacionamento na área mais centralizada, mas trechos com menor fluxo de pessoas ainda possuem vagas, como, por exemplo, ocorre entre as vias Rua 15 de Novembro e Avenida Fernando Corrêa da Costa.

O diretor da FlexPark, Hélion Porto, revela que será preciso definir com a prefeitura o melhor dia e definir quais as atualizações necessárias para registar a retomada. Atualmente, o valor cobrado pela hora nas vagas administradas pela empresa é de R$ 2,75.

Opinião dos lojistas

O proprietário da livraria Hamurabi, Bruno Pino, 30 anos, revela que a cobrança é como uma faca de dois gumes”. Isso porque algumas pessoas deixam o carro na vaga o dia todo, se puderem. Então, para Pino, o sistema permite mais rotatividade das vagas, porém pode afastar os clientes.

A única vantagem da cobrança é que boa parte do pessoal do comércio estaciona e passa o dia inteiro parado e acaba retirando a vaga de um cliente. O bom é que a pessoa não poderá mais ficar o dia inteiro, o que aumenta o fluxo de pessoas que as vezes só precisam resolver algo e ir embora”, pontuou.

Já a gerente da Becco Acessórios, Suellen Gomes, 32 anos, aponta que a medida acaba sendo negativa para o comércio e pode piorar as reclamações recebida dos clientes em relação ao estacionamento. Acaba sendo negativo para a loja, ainda mais que já existe uma reclamação dos clientes pelo fim das vagas da área mais central, entre a Rua Maracaju e a Avenida Afonso Pena, elas servem apenas para carga e descarga de passageiros e essas reclamações podem piorar”, comentou.

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) se posicionou em favor da rotatividade de vagas no Centro, já que a medida aumenta o fluxo de consumidores. No entanto, a entidade fez algumas ponderações sobre a concessão, como a transparência “para que se saibamos exatamente qual o montante dos recursos arrecadados e qual a contrapartida é oferecida à Capital”.

Ressaltou ainda “a importância de abertura de novas vagas de estacionamento, uma vez que há um deficit muito grande em Campo Grande”.

Fim dos parquímetros

No fim do ano passado, a FlexPark anunciou que a venda de chaveirinhos” seria encerrada e que a principal forma de recarga para utilizar as vagas seria por aplicativo. O diretor da FlexPark, Hélion Porto, ressalta que cerca de 80% dos usuários já aderiram ao formato mais moderno.

Com o início das obras do Reviva 2, previsto para o mês de março, a empresá deve aproveitar para retirar os demais totens conforme os trabalhos avançarem. Ao todo, a região ntral conta com mais de 1,1 mil parquímetros.

Nós aguardaremos as obras que passarão por toda essa região central da cidade. Com ela, nós realizaremos a retirada dos totens de forma gradativa, seguindo o fluxo das obras. Naturalmente, a via passará por uma interdição e, quando retomarem, já funcionará apenas com o aplicativo”, revelou.

Os créditos disponibilizados para os “chaveirinhos” chegaram a ser suspensos, mas, como os totens ainda são mantidos, os clientes mais fiéis continuam utilizando o serviço. O número de usuários é cada vez menor, mas ainda existem aqueles que utilizam o serviço. Nós mantemos as vendas porque ainda estão ali e existe o usuário que possuem créditos e preferem esse formato, mas conforme a retirada ocorrer, os serviços serão finalizados”, apontou.

No aplicativo, a empresa busca acrescentar uma série de facilidades para atrair o usuário. A opção dá uma variedade maior nas formas de pagamento, as quais incluem até mesmo o pix, cartões de crédito, débito e boleto bancário. Além de disponibilizar mais de 300 pontos físicos de venda, que podem ter a localização acessada pelo próprio aplicativo.

Texto: Amanda Amorim

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