3 março 2021, 1:26
Reprodução/Internet

Exportação e mercado em alta garantem retomada de frigoríficos do Estado

Somente neste ano expectativa é de geração de mil vagas em unidades da indústria alimentícia

Com mais de US$ 770 milhões em vendas externas de carnes no ano passado, o setor de frigoríficos comemora a reabertura e a ampliação de unidades em Mato Grosso do Sul. Este processo de retomada do setor será responsável pela geração de, aproximadamente, mil empregos em 2021. A previsão é da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Mato Grosso do Sul (FTIAA-MS).

Atualmente, o Estado tem, em média, 110 indústrias frigoríficas e 27.213 trabalhadores. Já as indústrias de alimentação e bebidas têm 914 empresas e 11.998 empregados neste segmento.

De acordo com o presidente da FTIAA-MS, Vilson Gimenes Gregório, o antigo frigorífico Beef Nobre, que fica atrás do JBS em Campo Grande, vai reabrir nos próximos dias com os serviços de abate e desossa. No local devem ser gerados cerca de 600 empregos.

Já em Terenos, o frigorífico Frizelo está fazendo apenas o abate, mas nos próximos dias também vai começar a fazer desossa. Com isso, serão disponibilizadas entre 300 e 400 vagas de empregos.

As funções variam entre faqueiro, desossador, auxiliar geral, entre outros.

Gregório acredita ainda que os mercados consumidores interno e externo vão aquecer o setor, exigindo a implantação e até instalação de novas unidades frigoríficas em todo Mato Grosso do Sul. “Acreditamos que 2021 será um ano especial em que não só recuperaremos empregos perdidos como também a geração de novas oportunidades. Nós somos atividades essencial, então não paramos. Tem várias outras plantas frigorificas do Estado, que nós gostaríamos que abrisse para a geração de empregos. Nos estamos muito otimistas com isso, que as coisas vão melhorar.”, conclui.

Medidas de prevenção

a saúde dos trabalhadores deste segmento e a alimentação da população durante a pandemia, os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia (ME) e da Saúde (MS) definiram, no ano passado, medidas destinadas a prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do coronavírus (COVID-19).

Entre as diversas orientações estão o acompanhamento de sintomas do vírus, afastamento imediato por 14 dias dos funcionários que tiverem casos confirmados, suspeitos ou contactantes de confirmados. Além disso, os trabalhadores que forem afastados por esses motivos, só poderão voltar às suas atividades antes de 14 dias de afastamento mediante exame laboratorial descartando a presença do coronavírus e se estiverem sem sintomas por mais de 72 horas.

No interior das indústrias, o distanciamento entre um funcionário e outro precisa ser de pelo menos 1 metro. Se a distância não puder ser implementada, os trabalhadores precisam usar máscaras cirúrgicas e equipamentos de proteção individual (EPI). Além de ser instaladas divisórias impermeáveis entre os funcionários ou fornecidas viseiras plásticas e óculos de proteção.

As empresas devem optar pela ventilação natural e, se o ambiente for climatizado, deve ser evitada a recirculação do ar, com reforço na limpeza e desinfecção dos locais de trabalho. Veja mais.

(Texto: Izabella Cavalcanti)

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