26 fevereiro 2021, 9:32
Divulgação

Sororidade e beleza para o documentário “Rota Bioceânica: Povos e Natureza”

 A sororidade e a beleza por onde vai passar a Rota Bioceânica uniu, em 2018, Simone Mamede, Maristela Benites, Marinete Pinheiro, Agatha Pinheiro e, neste ano, Elis Regina para produção do documentário sobre o novo caminho. A equipe do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, junto com parceiros, concluiu a primeira fase do projeto e busca recursos para iniciar a segunda fase. O intuito é mostrar a integração dos patrimônios cultural, histórico e natural no território onde vai passar a via. Assim surgiu o documentário “Rota Bioceânica: Povos e Natureza”.

O projeto teve início, de fato, no começo deste mês. A equipe multiprofissional, que conta com biólogas, turismóloga, cineasta e fotógrafa/filmaker, diz que está com a energia direcionada no trabalho. “Esta experiência necessária in loco nos deu agora muito mais gás para produzir este e outros produtos que podem surgir do desenho desta rota, sempre na abordagem das riquezas naturais, das paisagens, da ave e flora, dos povos e população que residem nos locais”, revela a diretora de cinema e documentarista Marinete Pinheiro.

A composição da equipe formada por mulheres vem de um processos”, conta Marinete. “É uma construção de cada uma de nós que acreditamos no olhar sensível e cuidadoso que o feminino propicia. Queremos, ainda, priorizar o olhar da mulher no percurso, porque, aparentemente, os homens encabeçam os processos, mas as mulheres sempre estão à frente de ações fundamentais para que projetos como esse aconteçam e com dinamismo, competência e beleza”, explica.

Ela conta que o projeto nasceu de uma conversa entre ela, Simone, Maristela e a filha Agatha. A primeira viagem pela rota, segundo Marinete, foi para reconhecimento e desenho do projeto. “A ideia era a gente fazer a Rota Bioceânica no percurso desenhado entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, que faz esta conexão com o interior do Brasil e a saída para o mar, ali nos portos de Antofagasta e Iquiqui. Focamos em povos e na natureza. O documentário era um produto único e agora virou uma série documental definida por paisagens. Um episódio é sobre o chaco, outro sobre o deserto do Chile e nesta transição de Cerrado/Pantanal”, relata.

Como no período de chuva não é possível fazer o percurso por terra, que ainda falta ser asfalto no Paraguai, a cineasta diz que a equipe pretende realizar uma nova viagem na época de seca. A previsão é de que a nova viagem dure 30 dias. Na primeira incursão pelo caminho da rota, a equipe já captou material para o documentário. 

“Já começamos a filmar. Fizemos imagens de drone, do chaco molhado no Paraguai para mostrar a transição de paisagens. Vamos captar períodos secos, molhados e acompanhar o processo da construção da ponte que está prevista para começar neste ano e vai seguir por três anos. São 36 meses. Temos imagens e vamos fazer mais no Pantanal, no Paraguai e da ponte que vai ligar Brasil e Paraguai, em Porto Murtinho e Carmelo Peralta”, disse Marinete Pinheiro.

Para a fotógrafa e filmaker Elis Regina, o novo trabalho é uma aventura e também um grande desafio profissional. “É a primeira vez que participo de uma equipe só de mulheres. Isso traz uma forma diferente de olhar e sentir todo o processo. De imediato, criamos respeito e conexão com a experiência de cada uma nas suas especialidades”, apontou.

 Elis Regina afirma que as escolhas feitas influenciam de todas as formas a produção do documentário. “É a união da técnica, emoção e sensibilidade de cada uma de nós que estará no resultado final do projeto. A exuberância das paisagens e da natureza, a riqueza da cultura e a força dos povos que cuidam com amor e coragem da sua sagrada mãe terra é o que queremos registrar e mostrar nesse documentário”, finalizou.

(Texto: Rafael Belo)

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