25 fevereiro 2021, 0:15
Divulgação/PMCG

Na Capital, vacinação vai começar às 10h do próximo dia 20

Imunização foi garantida por ministério e Capital aguarda cerca de 40 mil doses

O município de Campo Grande ainda não tem a quantidade de doses que deve receber, de qual laboratório será a vacina, nem ao certo quais profissionais de saúde integram o grupo prioritário a ser imunizado com a vacina da COVID-19. A única certeza que já tem é a data e hora para que a primeira pessoa seja imunizada na Capital: próxima quarta-feira (20), às 10h.

De acordo com o secretário municipal de Saúde Pública, José Mauro Filho, na reunião da última quinta-feira (14), entre o Ministério da Saúde e os secretários municipais de Saúde e prefeitos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, explicou que nesta primeira fase 5 milhões de pessoas serão imunizadas no país. Destas, 3 milhões receberão doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, e 2 milhões da AstraZeneca, produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

“Não sabemos quantas doses vamos receber, o PNI (Plano Nacional Imunização) ainda não foi divulgado, não sabemos quais profissionais de saúde serão imunizados neste primeiro momento, somente os da linha de frente? Mas, quem? Precisamos de todas essas informações para que possamos finalizar o nosso plano de imunização. Mas ainda precisamos da autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que deve sair no domingo (17), do uso emergencial das vacinas que solicitaram”, explicou.

A diretoria colegiada da Anvisa vai se reunir no domingo para discutir os pedidos de autorização para uso emergencial de vacinas contra a COVID-19 e decidir sobre as solicitações. Segundo comunicado oficial da agência, a data é o penúltimo dia do prazo de dez dias, que foi estipulado como limite para esse tipo de análise. Entram com requerimentos de autorização de caráter emergencial para o Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira do consórcio AstraZeneca/Oxford.

José Mauro afirmou que, dependendo de quais forem os profissionais de saúde a serem vacinados, a imunização será feita nos locais de trabalho e que as 72 unidades de saúde vão realizar a vacinação quando houver mais grupos prioritários. “Por exemplo, caso sejam apenas os profissionais dos hospitais, a vacinação será feita na própria unidade hospitalar e, por enquanto, não teremos a vacinação nas unidades básicas de saúde. Mas tudo depende do PNI, que deve sair até segunda-feira (18), e da quantidade que vamos receber”, assegurou.

Conforme estimativa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), serão necessárias, em média, 40 mil doses para vacinar profissionais da saúde da linha de frente e idosos acamados e dos asilos.

Quantas doses?

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou ainda durante a reunião, segundo a vice-prefeita Adriane Lopes, a previsão de quantas doses de vacina o país terá nos próximos meses. Além das 8 milhões de doses em janeiro, contabilizando as duas doses da CoronaVac, que somam 6 milhões, em fevereiro, serão 30 milhões e, em abril, 80 milhões de doses. O valor é cumulativo, ou seja, a quantidade dos meses anteriores também é contabilizada nos seguintes.

“Já temos o número de servidores na linha de frente e já estamos organizando um meio de comunicação onde os profissionais poderão realizar um agendamento para se vacinar. E, conforme for ampliando os grupos prioritários, já estamos avaliando a possibilidade de usar o Guanandizão para realizar a vacinação, uma possibilidade, assim como o Parque Ayrton Senna”, declarou Adriane.

O município está planejando também, quando houver a vacinação de mais grupos, o agendamento para que não haja aglomerações. Entretanto, o secretário informou que essa seria uma opção do paciente. “No entanto, há uma prerrogativa de que, para o SUS (Sistema Único de Saúde), qualquer pessoa que chegar em uma unidade de saúde tem que ser vacinado. Então, devemos deixar o agendamento opcional para escolha do paciente”, explicou.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou na live de ontem (15) que a quantidade de vacinas que serão encaminhadas para o Estado deve ser confirmada nesta semana durante a reunião com  o Ministério da Saúde. “Esperamos a confirmação na reunião para saber quando vão chegar as vacinas”, disse.

O Ministério da Saúde, por nota, informou que segue analisando os cenários em relação à quantidade de doses necessárias para garantir uma vacinação com qualidade, segurança e eficácia para a população brasileira. E que enviará as vacinas aos estados se forem liberados pela Anvisa. “Todos os estados brasileiros serão tratados de forma igualitária e proporcional.”

Profissionais de saúde

Que os profissionais da saúde serão os primeiros a serem vacinados, isso é certo. O que a Secretaria Municipal de Saúde Pública ainda não sabe é quais são esses profissionais. Serão todos ou apenas os que estão na linha de frente em hospitais? Essas respostas serão respondidas somente com o PNI (Plano Nacional de Imunização), conforme o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho.

O secretário afirmou ainda que em Campo Grande existem cerca de 30 mil funcionários da saúde. O presidente do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), médico Marcelo Santana Silveira, destacou a importância de os profissionais da saúde serem priorizados nesta primeira etapa da vacinação.

“Se você não priorizar esses profissionais e eles adoecerem, nós teremos uma situação mais complicada do que estamos enfrentando atualmente. Principalmente, os profissionais da linha de frente, que são aqueles que trabalham nas unidades básicas de saúde, nos CRSs (Centros Regionais de Saúde), nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e nos hospitais. Posteriormente, os demais, até porque estão indiretamente na linha de tratamento, na linha da saúde, e tem que ser imunizado”, assegurou.

O presidente do Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Sebastião Duarte, reiterou a importância para que os profissionais da saúde possam atuar com mais segurança no atendimento das pessoas. “Se toda a população adoecer, quem vai prestar assistência nas unidades de saúde? Esses profissionais precisam ser priorizados na primeira fase da vacinação porque são eles que cuidam da saúde das pessoas.”

(Texto: Rafaela Alves)

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